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Arquivo de janeiro, 2009

Adoção de Sucesso: Fênix

22, janeiro, 2009

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Por Viviane Cerioli e Diego Garcia Rodrigues, escrito em 15/10/2008*


“Há uns 4 meses*, em um sábado de Cão Terapia, ao entrar no canil nos deparamos com aquele cão preto enorme, um rottweiler adulto de uns 40kg, ficamos espantados e logo saímos indagando sobre o que havia acontecido com aquele pobre animal. Ficamos sabendo do seu triste passado de maus-tratos e então, infelizmente, concordamos que o seu futuro não seria muito promissor, por ser um cão grande, com problemas e quase idoso.

Logo percebemos que havia algo de errado em seus olhos, que estavam azuis, a visão ficara muito comprometida por alguma lesão em ambos. Levamos o cão para passear e observamos que suas patas traseiras demonstraram não conseguir mais acompanhar as tentativas de passos rápidos. Apesar de todos esses problemas era um cão muito amável, porém resmungão. Sim, ele rosnava para muita coisa que não gostava e isso fez com muitos voluntários da Cão Terapia tivessem um certo receio de chegar perto dele, então éramos quase os únicos a levá-lo para dar umas voltinhas.

E assim, todos os sábados lá estávamos para levar o “nosso” ursão para passear e ficar a tarde toda sentados em frente ao canil, observando o movimento. Mas chegada a hora de voltar para o canil era uma briga, ele ia rosnando até lá, e às vezes nem deixava tirar a guia de tão brabo que ficava. Quanto mais ele fazia manha mais nós o amávamos, e sentíamos que ele também. O que nos cortava o coração era que não tínhamos condições de adotá-lo naquele momento, pois em uma casa não havia espaço e na outra os familiares eram contra.

Passaram alguns meses e ele foi adotado por um senhor que morava em uma bela casa e que prometeu cuidar muito bem do cão. Confesso que ficamos tristes, pois amávamos aquele “ursão” e o queríamos muito. Contudo, um mês depois o adotante procurou o canil para devolvê-lo, alegando que o cão não fazia guarda e dormia o dia todo, portanto era inútil para ele. Era a nossa chance! Sabíamos que ele tinha alguns problemas, e que não seria barato manter um animal desse porte. Mas não podíamos deixá-lo no canil, aquele velho ranzinza tinha que ter um lar digno, sem cobranças ou imposições, um lugar com pessoas que o aceitasse do jeito que era.

Depois de muito insistir conseguimos convencer a família, e foi no dia 20/09/2008 que o adotamos, para nossa grande felicidade. Saímos do canil direto para o veterinário, que foi categórico em afirmar que sua visão nunca mais poderia ser recuperada, restando apenas uma porcentagem do olho esquerdo. Além disso, as patas traseiras tinham um problema chamado displasia coxofemoral, que requer cuidados especiais, como medicação, suplementação e ração especial, pois se trata de uma doença degenerativa e, infelizmente, pode evoluir com a idade avançada.

Hoje, apesar do pouco tempo conosco em casa, ele mudou absurdamente seu comportamento. Como está sendo medicado para a displasia, e por não ter mais dores nas patas traseiras, ensaia até umas corridas e pulos, não tem mais compulsão por comida, adora roer ossos, tem um ciúme tremendo da sua casona e do seu cobertor, cuida da casa com seus latidões e pede carinho dando “fucinhadas” na nossas mãos, é super educado e amável, um cachorro muito especial. E ainda tem duas cadelas como companheiras, que por enquanto só se conhecem pelas grades, e aos poucos vão fazendo amizade. Ele virou a paixão da casa, todos adoram o nosso filhão! Foi assim que Fênix entrou na nossa vida. Assim como a história da ave, ele realmente renasceu.

Só quem adotou um animal sofrido, abandonado, realmente sabe a felicidade e o prazer que nos proporciona vê-lo se recuperando e acreditando novamente no ser humano. Foi uma das maiores alegrias de nossas vidas poder adotá-lo.

Diego e Viviane”

*Escrito em 15/10/2008

NOTA DA OBA!: Esse casal maravilhoso começou a fazer parte de nossas ações em maio de 2008. São voluntários atuantes, assíduos e importantíssimos na luta pró-patudos. O engajamento na causa animal ultrapassa a proteção de cães e gatos. Por amor e respeito a todos os animais, Vivi e Diego tornaram-se veganos.

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Fênix com Vivi na Cão terapia e Com Diego, adotado.

Brincando!

Brincando!

Tomando banho

Tomando banho

Festinha pós-banho

Festinha pós-banho

Preparando-se para o frio

Preparando-se para o frio

Foto em destaque: Sergio Parisi

Demais fotos e vídeo: arquivo pessoal Viviane e Diego

Adoções de Sucesso, Cão Terapia

Adoção de Sucesso: Tigresa e Beethoven

21, janeiro, 2009

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Por Mariana Schneider, escrito em 22/10/2008

 

“É difícil verbalizar acontecimentos cuja significância transcende o sentido de qualquer palavra. E ainda que tema não conseguir expressar tudo o que sinto nas próximas linhas, sinto-me no dever de ao menos tentar.

O Projeto Cão Terapia “surgiu” em minha vida num momento em que qualquer atividade “terapêutica” seria extremamente bem-vinda. Minha cadelinha Layka, parceira de longos e lindos anos, xodó da mamãe, apresentava-se com câncer, e fui forçada a encarar a mortalidade do amor de minha vida, que até então, ingenuamente julgava ser imortal.

Entre sessões de terapia canina – para mim – e tratamentos veterinários – para minha linda Layka – a doença evoluiu e ela veio a falecer, para a extrema tristeza minha e de minha família. Para ser sincera, achei ter perdido minha vida junto com a dela. A idéia de continuar vivendo sem o amor incondicional daquele ser extraordinário me era inconcebível. E eu acreditava não ter mais forças para voltar ao normal.

Eis que, entre conversas e acordos em casa, decidimos adotar um novo filho (que mais tarde tornar-se-iam dois). A Layka também era uma “órfã”, cria acidental de uma cadelinha que não foi castrada, como deveria ter sido. Comprar, nunca foi uma opção. E uma vez envolvida com o Projeto, resolvi adotar uma estrela da Cão Terapia, já que os lindos do canil da prefeitura já há muito me haviam cativado.

Acabamos optando por dois. Tigresa e Beethoven são seus nomes. Tão logo a adoção foi realizada, passei a ver o lado bom das coisas, que até então pareciam fúteis e desprovidas de sentido. Embora a vida deles tenha sido injusta e impiedosa, eles conseguiam (e conseguem) mostrar gratidão, carinho, vontade de viver, alegria… tudo sem sequer remoer o passado duro, sem julgar aquela raça que os desprezou quando mais necessitavam, sem desistir desses seres bípedes de polegares opositores que somos, que muitas vezes, não deveriam ter segunda chance.

Nesse ponto, eles são melhores do que eu ou você. Com o mundo inteiro CONTRA eles, a humanidade em declínio perpétuo e acentuado, eles NOS escolhem como companheiros. Como pupilos, pois são mestres com muito a nos ensinar sobre humildade, amor incondicional, fé no próximo.

Sendo assim, Beethoven e Tigresa escolheram a mim e tomaram conta de minha vida, no melhor sentido possível da palavra. Escolheram iluminar meu caminho, outrora escuro e aparentemente sem rumo. Escolheram me renovar com aquele amor que os humanos desconhecem e apenas os seres mais puros possuem. Escolheram me fazer rir novamente, me devolver a ansiedade por voltar à casa ao final do dia para seus pulos e beijos, escolheram me dar paz de espírito e alegria incomensurável. Escolheram me dar uma bela chance de ser feliz novamente.

Em seus lindos olhos, não vejo apenas doçura, amor, carinho. Vejo admiração e gratidão. Muitas vezes, chego a ficar constrangida. Mal sabem eles o tamanho de minha gratidão e admiração por tê-los em minha vida. Eles, a mim, nada devem: os gastos, as bagunças, o cansaço, a sujeira, nada parece comparável ao bem inestimável que fazem a mim e minha família. O ato lindo de doar-se, corpo e alma, com fidelidade e amor infinitos, é o maior presente que uma pessoa  pode receber. Sem pedigree nem nome chique, mas de uma genuinidade que faz qualquer ser “puro” sentir-se sujo.

E é na transparência de sentimentos que encontro paz. Na incapacidade de mentir e na capacidade de perdoar. Na facilidade de ajudar com impossibilidade de pedir algo em troca. No excesso de amor e na inexistência de rancor.

Hoje, sou uma mamãe feliz novamente. Não precisei comprar amor. O amor me reencontrou, em forma de 2 vira-latas cujos balançar de rabos fazem da minha vida algo melhor. Sem a necessidade de trocas monetárias, apenas troca de afeto.

E a eles serei eternamente grata pelo bem que me fazem. Remédio para a mente, remédio para a alma.

Remédio para a vida.

Amo vocês.

Obrigada por me adotarem como mamãe. É uma honra.”

 

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Layka, um anjo peludo que atravessou a ponte do arco-íris

 tigres_adotada_mariana_549-c1Tigresa com Mari no canil municipal                                                    Adotada

 

beethoven_adotado_mariana_594_cBeethoven no canil municipal                                              Adotado 

 

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                     Amor Incondicional

 

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Bee, por favor, devolve a cabeça da Tigris!

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Os fofos se divertindo numa tarde de sábado

 

Foto em destaque: Sergio Parisi

Demais fotos e vídeo: arquivo pessoal Mariana Schneider

 

NOTA DA OBA!: Mariana uniu-se à Família OBA Floripa em junho de 2008. É uma voluntária muito especial, que veio para somar forças e multiplicar esforços. Sem contar que é uma pessoa maravilhosa, que contagia a todos com seu alto astral e amor incondicional pelos patudos.    PS.: Volta logo da viagem, estamos com saudades de você   =)

Adoções de Sucesso, Cão Terapia

Jane Goodall: “Nós humanos perdemos algo chamado sabedoria”

14, janeiro, 2009

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O esforço sincero e comprometido de Jane Goodall por levar a todas as camadas sociais o resultado de suas investigações” foi determinante para que a primatóloga brintânica fosse laureada Doutura Honoris Causa na Universidade de Alicante, na Espanha. Assim pronunciou o patrono da cerimônia, o professor Eduardo Seva Román, que destacou também na homenageada o esforço por mobilizar a consciência do público pela sobrevivência especialmente dos chimpanzés, aos quais dedicou toda sua vida.

Goodall aludiu em seu discurso ao desaparecimento dos símios e outros animais. Se perguntou se a raça humana “perdeu algo chamado sabedoria” e sugeriu que tomássemos o exemplo dos indígenas, que “quando fazem decisões pensam nas suas consequências para as futuras geracões”.

Pouco antes da cerimônia a naturalista cedeu uma entrevista à imprensa na qual destacou a importância da ação individual para ajudar a preservar o meio ambiente. “Cada coisa que fazemos no cotidiano, o que comemos, o que usamos para vestir, os materiais que utilizamos, são importantes para o meio ambiente, e cada um de nós faz a diferença para o bem ou para o mal quando escolhe o que vai consumir”. Disse ainda que “quando o indivíduo pensa que não pode fazer nada como indivíduo, comete um grande erro”.

Fonte: laverdad.es

Texto completo (em espanhol) em: http://www.laverdad.es/alicante/20090512/cultura/jane-goodall-afirma-humanos-20090512.html

Notícia retirada do site ANDA (Tradução: Eduardo Hegenberg)

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