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Arquivo de maio, 2009

19/05: Atendimentos emergenciais e castrações

19, maio, 2009

Hoje foi daqueles dias que saímos de cada super cedo e só voltamos tarde da noite. De manhã fomos ao bairro Tapera pegar dois cães que precisavam de atendimento emergencial: Floc e Barney. Em seguida buscamos Pitucho, cãozinho que foi atropelado ontem de noite no Itacorubi. Todos estão sob guarda de pessoas carentes e receberam atendimento veterinário de primeira com recursos da OBA!.

De tarde a programação foi na aldeia de Biguaçu. Levamos duas cadelas (Biuí e Loba) que saíram do cio recentemente para castração. O corre-corre foi tão grande que não deu tempo para fotografar a ação na aldeia. Sorry.

 

Castração, Mutirão Mata-fome ,

16/05: Mutirão Mata-fome aldeia indígena em Biguaçu

16, maio, 2009

Acompanhe o relato através das fotos:

Mutirão Mata-fome ,

Mutirão Mata-Fome

15, maio, 2009

mutirao

mutirao

Ajude a divulgar o cartaz da Campanha. Solicite a versão para impressão através do e-mail oba@obafloripa.org

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Mutirão Mata-fome

14/05: Mutirão Mata-fome Tapera

14, maio, 2009

Acompanhe o relato através das fotos:

Mutirão Mata-fome ,

A Cão Terapia comemora 2 anos!

10, maio, 2009
Participe!

Participe!

 

19 de Maio é um dia que em breve será reconhecido como um símbolo de proteção animal no Brasil. Será lembrado com carinho pelos cachorreiros da nação, que lutam arduamente pela castração, guarda responsável e para que as pessoas mantenham relacionamentos afetuosos com seus animais de estimação.

Há dois anos foi dado o ponta-pé inicial no projeto Cão Terapia, que viria a ser o programa mais invejado (no melhor sentido da palavra) por protetores país afora. Inveja que será extremamente benéfica desde que seja plagiado.
 
A Cão Terapia consiste na ida de voluntários ao canil da Prefeitura de Florianópolis aos sábados não-chuvosos, para desfrutar de horas maravilhosas ao lado de nossos amigos caninos, que se encontram sob tutela da Prefeitura por terem sido vítimas de maus-tratos. Essas pessoas, das mais variadas idades e profissões, recebem em troca nada menos que amor incondicional.
 
Ficou curioso? Deixamos aqui nosso convite para participar do projeto, seja você da região de Florianópolis ou de outras cidades. E um convite ainda mais especial: junte-se a nós no próximo dia 23, quando assopraremos as velinhas em comemoração aos dois anos de Cão Terapia.

Rabinhos tremelicantes aguardam ansiosamente sua presença!

Cão Terapia

07/05: Mutirão Mata-fome Tapera

7, maio, 2009

Animais socorridos e atendidos pela protetora Iracema, da Tapera, através das doações de remédios e ração encaminhados pela OBA:

Mutirão Mata-fome ,

Transferência dos animais da aldeia do Morro dos Cavalos para Major Gercino

5, maio, 2009

Acompanhe o relato da transferência dos animais de 12 famílias indígenas da aldeia do Morro dos Cavalos – Palhoça, para outra aldeia localizada em Major Gercino, município que fica a 100 km de Floripa.

O drama começou no dia 29 de abril, quando a empresa encarregada de fazer a mudança, contratada pela FUNAI, negou o transporte dos animais, permitindo que eles levassem apenas os móveis e outros objetos. Além da insensibilidade de negar ajuda aos indígenas, que queriam levar seus animais de estimação, esta empresa, irresponsavelmente, incentivou o abandono. Ficamos sabendo desse absurdo através de uma moradora da aldeia de Biguaçu. Fizemos contato com a presidente da ACAPRA (Associação Catarinense de Proteção Animal), senhora Heliete Leal, que prontamente colocou o veículo da entidade à disposição para ajudar no transporte dos animais.

Apesar de estarmos apreensivos por imaginar o que nos aguardava, não estávamos preparados o suficiente. Sentimos tristeza e dor antes mesmo de entrar na aldeia. Paramos o carro no acostamento para aguardar a oportunidade de atravessar a BR, quando vimos urubus comendo dois cães, que em seguida ficamos sabendo quais eram. Um pretinho fofo e uma barbicha branca muito amada também. Provavelmente saíram da aldeia em busca de alimento. Você pode imaginar a dor de ver uma cena como esta? Estes animais eram nossos amigos, eles faziam festa quando chegávamos…

Sequer tivemos tempo para recuperar do choque. Em seguida avistamos um cãozinho famélico, com o corpo tomado de sarna e feridas, cambaleando em direção à BR. Estava num estado deplorável, não tinha forças para beber nem comer. Aconchegamos o cãozinho no banco do carro, e depois de receber carinho e as melhores energias, bebeu água e até comeu um pouquinho.

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O trabalho foi intenso e exaustivo. Encontramos os animais deixados para trás em depressão total, deitados nas casas abandonadas e completamente entregues. A fome era absurda. Alimentamos também os animais das nove famílias que ficaram na aldeia.

Nossa presença foi providencial para uma cachorrinha que havia sido picada por uma cobra pela manhã. Ela estava visivelmente com dor, com inchaço no pescoço e hemorragia.

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Não podíamos seguir viagem sem nosso amigão porte grande que se acha filhote, um fofo que adora abraçar as pessoas. Reviramos a aldeia de ponta cabeça até encontrá-lo.

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Animais acomodados nas caixas de transporte, a Kombi da ACAPRA, que estava com 18 animais, Sr. Da Silva (motorista) e dois indígenas, seguiu viagem. No carro da OBA, que é menor, lotação máxima também: 1 porquinho da índia e 5 cães, sendo que 2 ficaram internados numa clínica veterinária: a cadela picada pela cobra e o cãozinho famélico. Marcelo, que é filho do cacique da nova aldeia, uma pessoa atenciosa e gentil, foi conosco pra mostrar o caminho.

animais morro cavalos

A viagem foi longa e cansativa, mas todo esforço e dedicação foram recompensados quando presenciamos o reencontro dos peludos com suas famílias – que os aguardavam ansiosos. Dá vontade de chorar novamente ao lembrar. A adaptação dos animais foi imediata, eles estavam ao lado de seus amigos humanos.

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Ficamos contentes também por encontrar as famílias bem alojadas, muito diferente da realidade da Palhoça, que mais parece uma favela às margens da BR. Os indígenas estavam orgulhosos e felizes com sua nova terra. O lugar é simplesmente deslumbrante e agradável, numa área rural com espaço de sobra para plantio.

Só retornamos depois de ter absoluta certeza de que todos estavam bem. Saímos de lá com o coração transbordando de alegria, desejando que todos tenham uma vida plena e digna, humanos e patudos.

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Nosso agradecimento sincero a todos que participaram, de alguma forma, desta ação solidária, em especial à Marília Andrade, que foi quem iniciou todo o trabalho em prol daqueles animais, em abril de 2008.

Clique nas imagens para ampliá-las.


“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, em breve estarás fazendo o impossível” São Francisco de Assis

Mutirão Mata-fome ,

04/05 – Atendimentos emergenciais – animais da Tapera

4, maio, 2009

Através do Mutirão Mata-fome, descobrimos semanalmente peludos do bairro Tapera que necessitam de cirurgias emergenciais: retirada de tumores/hérnias e cirurgias ortopédicas para as vítimas de atropelamento/ tiro/ espancamentos. A Coobea ainda não possui estrutura para realizar tais procedimentos cirúrgicos, então, na medida de nossas po$$ibilidades, estamos ajudando estes animais que precisam de socorro imediato.

Hoje 5 peludinhos muito doces receberam atendimento veterinário: 4 sob guarda de pessoas carentes e uma filhotinha que estava abandonada. Os cães operados foram castrados também. Conheça a história deles:

Neguinho: o que pensávamos ser um tumor foi diagnosticado pela veterinária como um chute muito bem dado, que conseguiu juntar a bexiga, intestino e baço num mesmo lugar. Segundo sua tutora, o animal já estava naquele estado há dois anos (sim, anos), e desde então andava com muita dificuldade. Ela acredita que o cão tenha sido chutado quando tentou cruzar com a cadelinha de uma vizinha. O pobrezinho não conseguia apoiar uma das patas traseiras no chão, e já apresentava dificuldade para andar com a outra. A cirurgia foi delicada, mas felizmente, deu tudo certo.

Neguinho: o que pensávamos ser um tumor foi diagnosticado pela veterinária como um chute muito bem dado, que conseguiu juntar a bexiga, intestino e baço num mesmo lugar. Segundo sua tutora, o animal já estava naquele estado há dois anos (sim, anos), e desde então andava com muita dificuldade. Ela acredita que o cão tenha sido chutado quando tentou cruzar com a cadelinha de uma vizinha. O pobrezinho não conseguia apoiar uma das patas traseiras no chão, e já apresentava dificuldade para andar com a outra. A cirurgia foi delicada, mas felizmente, deu tudo certo.

 Pretinho: foi atropelado há dois meses e quebrou a pata. Ficou sem atendimento, por falta de condições financeiras de seu tutor. Estava com bicheira na pata quebrada. Passou por uma cirurgia ortopédica e, em breve, voltará a andar normalmente.

Pretinho: foi atropelado há dois meses e quebrou a pata. Ficou sem atendimento, por falta de condições financeiras de seu tutor. Estava com bicheira na pata quebrada.

Abusado e Peludo: estão sob guarda da mesma pessoa, um anjo que resgatou alguns animais daquele bairro em péssimas condições. Abusado estava com problema de próstata e bexiga inflamada - foi operado. Peludo estava com um problema sério num olho, recebeu atendimento e ficará bem, desde que receba colírio no olhinho dodói diariamente.

Abusado e Peludo: estão sob guarda da mesma pessoa, um anjo que resgatou alguns animais daquele bairro em péssimas condições. Abusado estava com problema de próstata e bexiga inflamada - foi operado. Peludo estava com um problema sério num olho, recebeu atendimento e ficará bem, desde que receba colírio no olhinho dodói diariamente.

Kiara: foi abandonada numa caixa de papelão com seus 8 irmãos na estrada que dá acesso ao bairro Tapera, local de abandonos frequentes. Cinco filhotes estavam muito debilitados e não aguentaram. Os sobreviventes encontravam-se anêmicos, com doença do carrapato, e nossa querida Kiara, não bastasse tudo isso, ainda estava com bicheira no rabinho, que precisou ser amputado.

Kiara: foi abandonada numa caixa de papelão com seus 8 irmãos na estrada que dá acesso ao bairro Tapera, local de abandonos frequentes. Cinco filhotes estavam muito debilitados e não aguentaram. Os sobreviventes encontravam-se anêmicos, com doença do carrapato, e nossa querida Kiara, não bastasse tudo isso, ainda estava com bicheira no rabinho, que precisou ser amputado.

Todos os procedimentos cirúrgicos foram bem sucedidos, felizmente.  Agradecemos a todos que colaboram financeiramente, tornando possível nosso trabalho de assistência e socorro a animais necessitados.

Nossa gratidão também para aqueles que nos mandam as melhores energias, através de palavras que alentam nossa alma e nos dão força para continuar.

Castração, Mutirão Mata-fome ,

02/05: Mutirão Mata-fome Papaquara e aldeia indígena em Biguaçu

2, maio, 2009

O Instituto Ambiental Ecosul e a Organização Bem-Animal (OBA!) com apoio da  Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) realizaram o Mutirão Mata-fome na comunidade Papaquara, nos Ingleses, localidade fortemente atingida pelas chuvas dos últimos dias.

Levamos cestas básicas, roupas e calçados para os moradores; alimentamos e tratamos seus animais. O cenário é desolador: pessoas e animais vivendo em condições miseráveis e precárias, em lugares insalubres, animais alimentando-se de resto de lixo.

Os cavalos estavam magros e todos apresentavam marcas de sofrimento por puxarem carroças e/ou maus-tratos: cicatrizes no focinho, na cabeça, no pescoço, cascos rachados, joelhos inchados, fora os carrapatos. Na semana anterior uma égua morreu com sintomas de constipação, com certeza causada por ingerir  plásticos, borracha ou qualquer outro material, já que os cavalos ficam no “lixão”, onde não existe pasto, apenas uma grama bem baixinha e pouco nutritiva.

A população canina está fora de controle, vimos pelo menos 5 ninhadas com menos de 2 meses, bem como fêmeas prenhes. Os maus-tratos aos animais são frequentes. Pra você ter uma pequena ideia, dois cães que aparecem na notícia  “Dia de Horror na Coobea”  vieram daquela região: o enforcado, que morreu no mesmo dia, e o Raj, que teve a perna esmagada e amputada. Existe um lendário cemitério de animais atrás do “lixão”, onde foram enterrados aqueles animais que estavam “incomodando”. Um cão de rua estava com a pata dianteira machucada, falaram que tinha sido agredido, mas a Lei do Silêncio impera por lá.

Em meio a tanta gente – são 45 famílias, encontramos apenas três pessoas que não são omissas. Uma senhora e sua filha estão cuidando de 11 cães, todos resgatados por terem sido violentados naquela comunidade: facada, queimados, agredido a pauladas, envenenados. Sozinhas, sem recursos financeiros, com dificuldades de toda ordem (elas estão sem recursos para terminar de murar o terreno) e, muitas vezes, sob ameaças dos vizinhos que violentam animais, protegem e socorrem, minimizando o sofrimento de seres indefesos que vivem naquele inferno.  

A carência de assistência veterinária é tanta que se formou em poucos minutos uma fila para que cães, gatos e cavalos fossem atendidos. É emergencial um plano de ação da Prefeitura para a comunidade Papaquara. Castrações e atendimentos veterinários são urgentes e, principalmente, um programa educativo que sensibilize e conscientize aquelas pessoas para uma relação de respeito para com todos os animais.

Veja as fotos e conheça a triste realidade da comunidade Papaquara:
 

 

De lá fomos para a aldeia de Biguaçu. A ação solidária só terminou tarde da noite. Acompanhe o relato através das fotos:

 

 

Nossos sinceros agradecimentos àqueles que permitiram que esta ação acontecesse, doando alimentos e medicamentos. Nossa gratidão especial aos voluntários que acordaram cedo no sábado e se colocaram a serviço dos mais necessitados.

 

“Um homem é verdadeiramente ético apenas quando obedece sua compulsão para ajudar toda a vida que ele é capaz de assistir, e evita ferir toda a coisa que vive.” Albert Schweitzer – Prêmio Nobel da Paz – 1952

Mutirão Mata-fome ,

01/05: Mutirão Mata-fome aldeia indígena em Biguaçu

1, maio, 2009

Feriado do Dia do Trabalho, passamos 8 horas ininterruptas na aldeia, trabalhando voluntariamente por aqueles animais que tanto precisam de ajuda. Só saímos de lá depois de ter alimentado um a um (são 150 animais, entre cães e gatos) e de ter medicado os pobrezinhos que estão doentes.

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Mutirão Mata-fome ,