Caquinho
Caquinho, mas que nome!?
Quer saber? Era o que melhor podia descrever o estado em que foi encontrado esse cachorrinho, que hoje é o xodó de todos nós.
Ele chegou há pouco mais de um ano, ainda no canil de Barreiros, e era pele, ossos e feridas.
Sempre encolhido no canto, arredio e com olhar assustado. Não era fácil para os veterinários e tratadores medicá-lo.

Como voluntária da Cão Terapia, dediquei a ele toda a atenção que podia. Passava as tardes de sábado sentada dentro do canil conversando, acarinhando e dando quitutes para conquistá-lo. Até que num sábado, quando me levantei para vir embora, ele também se levantou, veio até mim e deu um pulinho pedindo carinho. Simplesmente explodi de alegria e comecei a chamar todos para ver!
Ali, pela primeira vez, vimos o que seria o nosso Caquinho.
Hoje, totalmente recuperado, ele parece querer a todo minuto demonstrar a sua gratidão com todos que o ajudaram. Não economiza o repertório canino para que isso fique bem claro: pula, dá gritinhos, gira o rabinho, se joga no chão de barriguinha para cima contorcendo-se todo.
Na Cão Terapia quando escutamos uns gritinhos escandalosos, todos já se viram, sorriem e dizem em uníssono: “É o Caquinho!!!”.

Por tudo isso, torcemos muito para que esse anjo encontre uma família bem especial, que mereça essa demonstração tão ardente de carinho e esses gritinhos de que tanto sentiremos saudades. Mas uma saudade boa!
Fotos: Sergio Parisi









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