Colecionadores de Animais
O maior desespero de todos os protetores e ativistas pelos animais é o sentimento de impotência. Você vê cães e gatos nas ruas diariamente sem poder ajudá-los, sem ter para onde levá-los. Muitas pessoas acabam com dez, vinte cães no próprio quintal.
Quando os vinte cães vivem com água fresca, comida, num ambiente limpo e saudável, são castrados e doados, estamos falando de um verdadeiro protetor ou protetora de animais.
Entretanto, quando os vinte cães passam fome, sede e dormem nos próprios dejetos, estamos falando de uma doença psiquiátrica bem séria: a animal hoarding (colecionar animais).
O colecionador de animais é aquele que, na tentativa de amparar animais abandonados, abriga mais bichos do que as condições permitem, ou seja, os animais acabam doentes e/ou mal instalados. Com o tempo, o animal perde a individualidade, a personalidade. O colecionador acaba prejudicando a si mesmo e não percebe a situação-problema em que vive. Ele também evita castrar os bichos e sempre arruma desculpas para mantê-los quando surge um doador em potencial.
A doença já é reconhecida internacionalmente e é frequentemente associada a transtornos obsessivo-compulsivos, depressão, ansiedade social e transtorno bipolar. 76% dos colecionadores são mulheres, e 46% tem 60 anos ou mais. A maioria também é de solteiros que vivem sozinhos. Em 80% dos casos relatados foram encontrados animais mortos na residência.
Embora aparente ver os animais como um selo ou figurinha colecionável, o animal hoarder cria laços com seus bichos e pode demonstrar afetividade. Normalmente, quando a polícia é acionada e os animais resgatados, a reação do colecionador é a mesma de quem perdeu um ente querido: se afogar em lágrimas e desgosto.
Enfim, não adianta condenar um colecionador, e adianta menos ainda considerá-lo uma vítima coitada. O colecionador de animais é uma pessoa doente, que prejudica a si e aos bichos sem intenção e sem consciência do que faz. Essa pessoa precisa ser internada, tratada e medicada como qualquer um que apresente transtornos psiquiátricos que coloquem alguém em risco.
Casos recentes em Florianópolis
- Centro da Cidade

Aposentada de 66 anos mantinha 60 gatos e um cachorro em uma residência abandonada no Centro de Florianópolis – junho 2010

30 gatos eram mantidos no apartamento da aposentada que mantinha 60 animais em uma casa no Centro de Florianópolis – junho 2010
Links de matérias sobre este caso:
- Rio Vermelho – norte da ilha

Abrigo particular superlotado, de onde cães foram resgatados duas vezes pela Prefeitura de Florianópolis, em fevereiro de 2009 e abril de 2010
Para adotar
Os cães e gatos que foram resgatados pela Prefeitura desses dois locais em Florianópolis encontram-se no canil e gatil municipal, que fica dentro do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), bem ao lado do cemitério do Itacorubi, no começo da SC-401, em frente à Cassol.
Para adotá-los, basta comparecer ao CCZ, de segunda a sexta, das 9h às 17h30. Você só precisa levar documentos pessoais e comprovante de residência e se responsabilizar por cuidar bem do animal.
Se morar em apartamento é fundamental ter rede de proteção em todas as janelas e sacadas.
Se não puder ir durante a semana, pode ir na Cão Terapia, que acontece aos sábados sem chuva no mesmo local, a partir das 14h30. Todos os animais resgatados encontram-se saudáveis, castrados, vacinados e microchipados.
Fotos aqui: http://picasaweb.google.com/projetocaoterapia/ArraiaDaCaoTerapia19062010#
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Leia mais sobre animal hoarding (colecionar animais):
http://www.uniaolibertariaanimal.com/textos-interessantes/hoarding-colecionadores-de-animais
Em inglês:
http://www.tufts.edu/vet/hoarding/
http://www.peta.org/mc/factsheet_display.asp?ID=27
http://today.msnbc.msn.com/id/23612118 (vídeo)


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