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Mutirão Mata-Fome – as notícias não são boas…

Aldeias indígenas de Palhoça

No sábado passado (24) a chuva mais uma vez estragou o passeio das nossas estrelas da Cão Terapia. Já os voluntários do Projeto Bem-estar Animal, da Unisul, não desanimaram e foram até as aldeias de Palhoça, onde rabinhos e barriguinhas carentes esperavam por eles.

Infelizmente, as notícias não eram boas. Tiara, nossa xodozinha cuja família se mudou da aldeia de Biguaçu para Palhoça, e que estava praticamente sem pelos quando a reencontramos – clique aqui para ler o post publicado em abril -, morreu atropelada. A notícia abalou a equipe, mas eles sabiam que outras dezenas de patudos precisavam de apoio. Em clima de luto, seguiram o trabalho e fizeram o melhor que podiam frente ao surto de cinomose que está se manifestando na aldeia Maciambu.

Dois filhotes, já em estado avançado da doença, estavam sofrendo e foram levados para eutanásia na segunda-feira por duas voluntárias da OBA (veja fotos aqui). Outros dois, o Boby e um amiguinho, serão internados para evitar que também se contaminem, pois trata-se de uma doença altamente contagiosa.

Em março desse ano, reencontramos Tiara em péssimas condições, escondida embaixo da casa, sem pelos, faminta e apavorada.

Em março desse ano, reencontramos Tiara em péssimas condições, escondida embaixo da casa, sem pelos, faminta e apavorada.

Completamente recuperada, aprontando todas em cima da mesa onde os voluntários separam as rações.
Completamente recuperada, aprontando todas em cima da mesa onde os voluntários separavam as rações.
Chirley - coordenadora do Projeto Bem-estar Animal da Unisul, recebendo o agradecimento da Tiara por todos os seus esforços, carinho e dedicação.

Chirley - coordenadora do Projeto Bem-estar Animal da Unisul, recebendo o agradecimento da Tiara por todos os seus esforços, carinho e dedicação.

Na porta do micro-ônibus, a peludinha sempre pedia para que fosse embora junto com os voluntários...  : (

Na porta do micro-ônibus, a peludinha sempre pedia para que fosse embora junto com os voluntários... : (

Aldeia indígena de Biguaçu

No domingo (25), mais um Mutirão Mata-Fome na aldeia de Biguaçu. Nossos amigos patudos de lá, sem teto para se abrigar da chuva e do frio, estão sofrendo com os problemas de pele (fungo, sarna) e a situação está cada vez mais fora do controle. A doença, além de incômoda e perigosa, é contagiosa e precisamos de doações urgentes de remédio para evitar um surto. Para quem não quer ou não pode estar ali apoiando esses animais e vendo seus olhinhos carentes, fazemos o apelo em nome deles: medicamentos que seu peludo não usa mais, que estão perto do vencimento ou, melhor ainda, comprados num ato de compaixão justamente para essa causa serão mais que bem-vindos!

Veja fotos AQUI (poucas imagens porque só tínhamos celular, portanto as fotos que prestaram foram aquelas tiradas quando ainda tinha  luz do sol)

No mês passado, enfrentamos outra situação difícil: uma cadelinha prenha fora escondida de nós por sua família e deu cria (veja foto aqui). Apesar de nossos esforços, as pessoas insistem em querer “filhotinhos fofinhos”. A conclusão? O frio, a fome, as chuvas e as doenças mataram os bebês, todos eles. Não é preciso descrever o sofrimento da mãe.

É por isso que insistentemente pedimos que doem o Vale Castração, pois só assim evitaremos mais sofrimento.

No próximo domingo (01/8) estaremos com os patudos da aldeia de Biguaçu novamente, e para que possamos ajudá-los, nós também precisamos de ajuda. Doações de ração e remédios são fundamentais para continuarmos nosso trabalho. E para você que não pode contribuir financeiramente, saiba que uma mão a mais é sempre de grande ajuda. O ponto de encontro (caso solicitado) é às 15h, em frente à loja Repecom, no trevo de Barreiros. Só não esqueça de nos avisar que está indo! (48) 9114-2537 / 9101-4524

Clique aqui para saber a programação do sábado (31/7) – Seja voluntário!

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Luto, Mutirão Mata-fome

  1. leila
    31, julho, 2010 em 02:33 | #1

    Parabéns pelo trabalho. Admiro muito as pessoas que tem paciência para falar com os índios…mesmo insistindo e reeducando ainda insistem em esconder a cadela…o ser humano é mal agradecido por natureza com as coisas que vem de graça. Acho que depois de tanta ajuda, se eles continuam com essas atitudes irresponsáveis deveriam receber alguma punição. Me alegro que pelo menos as crianças possam ser bem reeducadas.

  2. leila
    31, julho, 2010 em 02:35 | #2

    Pobre Tiara era uma cadela bem doável…esses indios trabalham? Ou como vivem?

  1. 30, julho, 2010 em 18:45 | #1

 
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