Mutirão Mata-Fome na Aldeia de Biguaçu – 22/08/2010
Sábado retrasado, um dia antes do mutirão, não tinhámos sequer 15 quilos de ração e, mesmo assim, insistimos em não desmarcar a ação de domingo. E antes que pudéssemos perder as esperanças, 200 quilos de ração milagrosamente foram doados em dois pontos de arrecadação da cidade e fizeram ele acontecer. MUITO OBRIGADA POR AJUDAR!
Domingo à tarde, 22/8. Carros lotados de energia e comida. Iniciava-se mais um Mutirão Mata-Fome na aldeia indígena de Biguaçu.

Adivinha quem entrou dentro do saco de ração?
Fomos recebidos pelos patudos com muita alegria e animação em todas as casas que estivemos, os barulhinhos das bocas “nervosas” famintas a mastigar cada grãozinho da ração era como uma canção que entrava mansa em nossos ouvidos. A sensação de estar ajudando é indescritível, eu realmente não sei dizer quem fica melhor, nós ou eles. Aqueles olhinhos vibrantes com nossa presença, os rabinhos sacudidos e as lambidas de declaração de amor e gratidão tornam aquela atmosfera menos pesada.
Infelizmente, é impossível sair da realidade, pois a situação daqueles animais é triste e até revoltante. E é por eles que dedicamos algumas horas da nossa semana para renovar as esperanças dos patudos que lá vivem.
Aproveitamos nossa visita para devolver duas gatinhas que foram castradas, e puderam ficar na clínica veterinária no pós operatório.
Tudo estava correndo de acordo com o esperado, barriguinhas cheias, alegria, carinho, amor, até que nas duas últimas casas encontramos animais desnutridos, debilitados e doentes. Sarna, fungo, dermatites, infecção, carrapatos, pulgas, bernes e bicheira. 14 ao todo foram medicados e 1 internada. Saímos da aldeia às 21 h direto para o veterinário, que como sempre, nos atendeu prontamente.

Fofinha internada. Financie nossas ações!
A peludinha foi diagnosticada, entre outras coisas, com sarna demodécica. Diferente da sarna comum, a demodécica necessita de tempo e dedicação para ser controlada, já que a cura não existe. Não transmissível para humanos, o contágio entre os cães se dá de mãe para seus filhotes, portanto é mais um dos beneficios da castração, pois impede que animais se reproduzam perpetuando essa maldição –> Clique aqui e saiba mais. A minha cachorrinha mais velha tinha essa doença, e durante os seus 15 anos, só teve uma manifestação quando filhote e jamais voltou a ter uma recaída.
Animais acometidos com essa enfermidade devem ter a imunidade reforçada, para que jamais voltem a manifestar os sintomas. A esposa do Pirata, apesar de toda adversidade encontrada no ambiente onde vivia, depois de tratada, ficou linda e saudável por muito tempo, mas infelizmente ela virou estrelinha. Veja o antes e depois dela aqui.
Nossos medicamentos estão acabando, por favor, DOE! Clique aqui para saber quais são os mais utilizados.
O nosso muito obrigada a todas os voluntários que decidiram fazer a diferença, e não se omitiram diante de tanto sofrimento!
Fotos da ação na aldeia:
Clique nas imagens para ampliá-las.











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