Mutirão Mata-Fome – castrações e internação do Gampá
No domingo passado (3/10), o Mutirão Mata-Fome só aconteceu graças a uma pessoa maravilhosa: a Mônica que, na falta de um motorista, assumiu o cargo com a maior dedicação. Apesar de ter um compromisso às 18h, buscou Rosane e eu no começo da tarde e fomos as três, mais a amadíssima mãe da Mônica, cuidar dos patudos da aldeia indígena de Biguaçu.
Eles estavam famintos e sem comida, já que na semana anterior não pudemos levar nada, mas nos receberam com um pique que só eles têm. A Dorinha até desceu o morro da casa dela para nos encontrar, tão ansiosa que estava por um carinho. Aliás, ela foi um dos muitos que só comeu depois de receber mimos, para mostrar que amor e gratidão valem mais que a fome. Aliás, a mãe da Mônica até comentou: “Nossa, dá vontade de passar o dia todo aqui dando atenção para eles!”

Dorinha estava com muita saudade
Fora a magreza, carência, sarna, pulgas e doenças habituais menos graves, todos estavam em relativa boa forma. O susto foi a notícia de que o Gampá, gatão preto que vive mandando na turma, tinha brigado com os outros. E como briga de gato é coisa séria, pedimos para ver como ele estava e outro susto: um machucado corroera sua pata até os ossos, era um amontoado de carne viva, sangue, pus e pele solta que quase atravessava a pata. Preocupadas com ele e sem tempo, corremos na primeira parte da aldeia e a Mônica disparou o carro para o veterinário, com a preocupação dos patudos da segunda parte que ficaram sem comer.

Gampá recebendo atendimento
Gampá foi atendido e está internado se recuperando. Logo que estiver bom será castrado (o que não fizemos antes por falta de recursos) e devolvido para sua casa para voltar a reinar. Veja as fotos AQUI.
Na segunda-feira (6/10), com nossa motorista ainda doente e de cama, colocamos um apelo no blog por alguém que pudesse substituí-la durante a semana para atender aos patudos que faltaram. E, mais uma vez, graças a um simples gesto e uma pessoa maravilhosa, a Daisy, o Mutirão aconteceu.
Apesar do tempo incerto, a Daisy e a Rosane foram sozinhas levar os pacotes de ração pra galera da segunda parte da aldeia, a mais problemática. Fungo, magreza etc etc. Viram o habitual… com aquele sentimento horrível de querer fazer mais mas não poder. Alimentaram a todos, entregaram ração para a semana e, mais uma vez, encararam o problema de não aceitarem as castrações: duas gatas recém saídas do cio. Conversaram, conversaram, explicaram tudo com paciência e acabaram conseguindo levar as duas para castrar.

Gatinhas que serão castradas
Mais fotos AQUI.
Uma lambidinha bem querida e uma focinhada gelada dos patudos de Biguaçu a todos que tornam essa ação possível doando ração, tempo ou, nesse caso, o próprio carro por algumas horas!

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A Mônica e a Daisy foram dois anjos e graças a elas aconteceu o Mutirão Mata-fome da semana em duas etapas. Carinhosas, simpáticas e sempre bem dispostas. Meu muiiiiito obrigada especial às duas!!!
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Ah!! Sem esquecer da mãe da Mônica que foi super fofa!!! Acompanhar a gente no mesmo pique, super gentil. Obrigadão!!! Bjão!!
Ai que danado esse gatão… Gostaria de ajudar no mutirão, estou saindo da cidade por uns dias mas assim que voltar entro em contato. Bjs e parabéns por mais essa ação
Muito obrigada pelas palavras.
Sinto que não fiz mais que minha obrigação! Quero poder fazer muito mais!
Sempre que precisar, estou à disposição.