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Como cuidar de gatos recém nascidos órfãos

Infelizmente a crueldade em tirar da mãe filhotes muito pequenos, bebês incapazes de sobreviver sozinhos, é coisa comum de acontecer.

Por incrível que pareça, alguns humanos acham “uma maldade castrar seus animais”, mas não vêem maldade em abandonar à própria sorte ou até mesmo sacrificar, filhotes que não desejam. Por isso, tantas pessoas encontram bebês gatos nas ruas.

Se isso acontecer, antes de tudo, não entre em pânico. Se você dispõe de paciência, tempo, amor e determinação, você está apto a realizar esta trabalhosa tarefa. E acredite, a recompensa pelo trabalho no final é imensa. É trabalhoso sim, mas o período mais difícil, trinta dias iniciais de vida, é bem curto.

Hoje existem produtos no mercado, como leite em pó para gatinhos e mamadeiras próprias, que facilitam bem a tarefa.

Se você encontrou um bebê gato, a primeira coisa a fazer é levá-lo a um veterinário assim que for possível. Ele irá examiná-lo, ver seu estado de saúde, calcular sua idade e orientar você a respeito dos cuidados, vacinas etc.

Tudo o que possa ler não subsistitui a deslocação ao veterinário, que observando os gatinhos lhe dirá exatamente como proceder. A ida ao veterinário é urgente e não pode deixar para o dia seguinte: um gatinho pode morrer em menos de 24 horas. Naturalmente que o ideal é tentar encontrar uma gata mãe que tenha tido filhotes e que aceite o(s) gatinho(s) que encontrou.

Se notar que o gatinho está muito desidratado, não responde a estímulos, debilitado por não se alimentar há muito tempo, você pode dar Pedialyte sem sabor, que se compra em qualquer farmácia, ou passar glucose de milho (Karo) na sua gengiva para elevar o nível de açúcar no sangue. Com isso, você ganhará um tempo precioso para conseguir chegar ao veterinário mais próximo.

Se você já tiver outros gatos em casa, o gatinho deverá ficar de quarentena. Isso evitará que ele passe – caso tenha -, alguma doença para os gatos já existentes.

A separação também evitará acidentes, já que ele é pequeno e indefeso. Os mais velhos podem considerá-lo uma ameaça, um estranho que invadiu seu território. É necessário um tempo de exposição lento e gradual, sob supervisão, para que se acostumem uns aos outros. Mas não nessa fase do pequeno.

Providencie uma caixa de papelão forte. Forre com bastante jornal, toalhas velhas mas macias, cobertores velhos etc. para deixá-lo aquecido. Isso é muito importante. O frio pode matar um filhote em pouco tempo, portanto será necessário algum tipo de aquecimento, como uma bolsa de água quente colocada debaixo de panos. Mas, por favor,  CUIDADO, não é para assar os pequenos, mas sim aquecê-los. Cuidado com a temperatura. Calor em excesso também pode ser fatal. Outra sugestão é utilizar uma garrafa pet como reservatório para a água quente.

A caixa dos gatinhos deve ficar em local protegido de correntes de ar, calmo e com pouco barulho. Você pode colocar uma tolha por cima da caixa, deixando, é claro, uma abertura para a passagem e renovação de ar. A tolha manterá a caixa aquecida e no escuro, ajudando os pequenos a dormir.

Se você tiver algum bichinho de pelúcia ou algodão, lavável, pode colocá-lo na caixa. Assim eles terão a sensação de estarem com a mãe e ficarão mais tranquilos.

Procure em um bom Pet Shop leite em pó específico para gatos e mamadeira. Em caso de emergência, até conseguir comprar o necessário, você pode improvisar com conta-gotas ou mesmo pequenas mamadeiras para bebês (chucas) tomarem chá ou remédio.  Se onde você está não existe leite para gatinhos, você pode utilizar uma receita especial de sucedâneo:

Receita 1

. 1 copo de leite integral de caixinha
. 1 copo de água fervida, filtrada ou mineral
. 2 colheres de sopa de farinha láctea
. 1 gema de ovo cozida e amassada com o garfo, sem a clara pq clara faz mal para o bebê gatinho.
. 1 colher de chá de mel
Misture tudo, bata no liquidificador e coloque numa vasilha de vidro lacrada. Guarde na geladeira e na hora de alimentar o bebê gatinho retire só a quantidade necessária. Esta receita serve para até 3 dias. Depois disso, precisa fazer uma nova. É prático, saudável e barato.

Receita 2

1 litro de leite Integral
2 gemas
2 colheres de sopa de creme de leite
1 colher sopa de açúcar
1 pitada de sal
Modo de Preparo: Bata as gemas, acrescente o leite e coloque a ferver.
Quando estiver fervendo, coloque os demais ingredientes. Deixe esfriar.

Dar a mamadeira a filhotes tão pequenos pode ser um grande desafio. Mas tenha calma e paciência. É tudo uma questão de tempo, prática e adequação para ambas as partes.

A maneira certa de dar mamadeira a um recem nascido é assim, com o gatinho na vertical.

O importante é que o filhote se sinta estimulado a mamar. No início não vai ser fácil, já que ele não irá reconhecer naquela coisa de borracha as tetas de sua mãe. Mas a fome e o instinto de sobrevivência sempre falam mais alto. Para que ele não desista de sugar o bico da mamadeira, o tamanho do furo é muito importante. Se for muito pequeno ele se cansará logo e desistirá de mamar. Mas também não pode ser tão grande que ele se engasgue. Dê o leite de 4 a 5 vezes por dia, morno, pois é a temperatura do leite na mamãe gata, e na quantidade que o gatinho aceitar.

Se o gatinho se recusar a mamar, tente mudar a posição da mamadeira, do bico na boca, mude a posição do gatinho, até descobrir a forma que dá mais certo.

Se depois de tudo isso, ele continuar a recusar, procure a ajuda de um veterinário urgente.

Fique atento à quantidade que o gatinho mama e se perde peso. Eles devem mamar com intervalos regulares, que vão se espaçando à medida que crescem.

Outro ponto importante é a higiene. Você certamente não irá gostar, mas terá que substituir a mãe nessa tarefa também. Quando muito pequenos, os gatinhos só evacuam e urinam quando estimulados pelas lambidas da mãe, quando esta os lava após as mamadas. Calma, você não precisa lambê-los! Um algodão embebido em um pouquinho de água filtrada morna já faz o serviço. Aproveite para limpá-los de resíduos de leite, fezes e urina, para que o local onde dormem e passam todo o tempo esteja sempre limpinho. Troque regularmente toalhas, jornais etc.

Até abrirem os olhos, por volta de 10 dias, os gatinhos costumam produzir poucas fezes. Mas se não fizerem nada por mais do que dois dias, procure a ajuda do veterinário.

Com 3 semanas de idade, você pode fazer aos pequenos a primeira apresentação a uma caixa sanitária. Utilize uma caixa baixa e pequena, coloque um pouco de granulado sanitário e deixe que explorem a caixa. Se puder, coloque um pouquinho das  “necessidades” na caixa, isso irá ajudar na aprendizagem. O instinto de enterrar na areia é natural e não precisa ser ensinado.

A comidinha sólida só depois de 4 semanas de idade, mas o processo de desmame pode ser iniciado com 3 semanas. Compre uma BOA ração para gatos filhotes (evite as vendidas a granel ou muito baratas!) e faça papinha com ela, umedecida com água morna. No começo ele vai estranhar e/ou fazer bagunça, mas logo acostuma :) Aos poucos aumente a consistência da papinha, pois com 50 dias ele já estará mastigando a ração seca. Quanto à água, os gatos são bem econômicos nesse item e não têm o hábito de beber nas refeições. Deixe uma vasilha com água sempre limpa e fresca (troque no mínimo a cada 24 horas) para que o filhotinho possa beber à vontade quando sentir sede.

O período de 2 a 7 semanas é muito importante para a socialização. O contato positivo com humanos diferentes nessa fase, fará com que o gato cresça amistoso.

Vermifugação. Se a mamãe-gata não era vermifugada, os gatinhos costumam herdar vermes entéricos dela, nascendo já contaminados. Ou, se eles são resgatados depois do desmame, podem ter sido contaminados com alimentos que ingeriram por aí. Assim, para que possam crescer sadios, é muito importante que sejam desverminados assim que atingir idade para suportar tomar vermífugos. A idade mínima para uma vermifugação segura é de 30 dias de vida, e dependendo do estilo de vida do gatinho, ele deve ser tratado com regularidade a cada 4-6 meses. Consulte o veterinário.

Vacinação. Mesmo que você não queira ficar com o gatinho que resgatou, é importantíssimo que ele seja vacinado no tempo certo. Prefira a “quádrupla” que protege o gatinho contra Panleucopenia (fatal se pegar), Rinotraqueíte, Calicivirose e Clamidiose. A “tripla” não o protege contra a Clamidiose que, apesar de não ser doença fatal para o bichano, é uma zoonose (doença transmissível aos humanos). E a “quíntupla” inclui, além das doenças citadas, a Leucemia Felina, uma doença fatal, mas que só transmite se o gatinho entrar em contato direto com outro gato infectado, e a vacina pode provocar câncer no local da aplicação. O esquema de vacinação é 1ª dose aos 2 meses e 2ª dose aos 3 meses (ou 30 dias após a 1ª). Algumas requerem uma 3ª dose aos 90 dias. A partir daí, é necessário dose de reforço uma vez ao ano. Embora algumas pessoas pensem que seja desnecessário hoje em dia para gatos criados estritamente dentro de casa (pois a doença só é transmitida pela saliva de um outro animal doente), a lei obriga a vacinação anual contra a Raiva também, uma vacina à parte. A primeira vacina é dada aos 6 meses (tem gente que recomenda aos 5 meses ou até aos 4 meses) e reforços são anuais.

Castração. Você resgatou um gatinho? Parabéns, e muito obrigata por esse gesto de piedade e amor! Agora, pense: por que esse gatinho estava abandonado? Alguém não castrou a mamãe-gata (e os papais-gatos) e deixou que ela ficasse grávida. Se você não castrar esse gatinho que acabou de resgatar, um dia (muito em breve!) ele vai ficar adulto, e vai continuar com esse círculo vicioso atroz que é deixar que nasçam mais gatinhos que podem também ser abandonados, e que vão gerar mais gatinhos…! Por favor, converse com o seu veterinário e castre esse gatinho! A castração só traz benefícios para ele e para toda a população atual e futura de felinos, e para os humanos também! Se o preço da operação for salgado, chore e pechinche, pois os vets quase sempre dão descontos ou parcelam o pagamento. Tanto fêmeas como machos podem e devem ser castrados a partir dos 4 meses de idade, e quanto mais cedo for a operação, melhor será para a sua saúde.

Veja aqui como conseguir atendimento veterináro e castração gratuitamente em Florianópolis!

Fontes: Beco dos gatos, SOS Gatinhos, Adoravéis companhias, Diário de uma gatinha.

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Vivi Artigos, Dicas, Material Educativo

  1. Bárbara
    23, julho, 2012 em 15:21 | #1

    Já cuidei de um gatinho recém-nascido. Foi o momento mais especial quem já tive. Mamadeirinha, leite em pó especial, bolsa de água quente na caminha, acordar de madrugada pra ele fazer xixi..

  2. ana julia raitz
    14, abril, 2013 em 15:46 | #2

    eu estou cuidado de um gatinhon a dois dias qe foi achado em uma sacola perto de casa
    dificiuu ser mae !

  3. Gisele
    21, junho, 2013 em 13:22 | #3

    Minha gata morreu de pós eclampsia e deixou 2 lindas gatinhas para a gente cuidar. Obrigada pelas dicas, estou preocupada com elas mamam muito mas não evacuam.

  4. 8, julho, 2013 em 18:31 | #4

    OBRIGADO PELAS DICAS, Estou cuidando de uma gatinha de 2 semanas… A mãe morreu atropelada

  5. 6, novembro, 2013 em 10:10 | #5

    eu estou cuidando de 2 gatinhos recem nascidos nasceram antes do tempo :(

  6. caroline
    18, maio, 2014 em 18:40 | #6

    Eu encontrei uma gatinha jogada no mato miando de tanta fome. me deu uma doeu peguei ela e estou cuidando valeu pelas dicas ajudou bastante!

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