Arquivo

Arquivo da Categoria ‘Artigos’

Quem salvou quem? A história de um resgate nem sempre começa quando nos encontramos…

5, agosto, 2010

Por Viviane Cerioli

13 de maio de 2007. A chuva insistia em continuar, e voltando de mais um dia de aula, decidi aproveitar que estava molhada mesmo, para ir a uma loja no caminho de casa. Estacionei minha moto e segui a pé até meu destino. Na volta, na caçamba de lixo de um grande supermercado, um saco preto me chamou a atenção em meio a tantos verdes padronizados do estabelecimento. Juro que não sei qual foi a real motivação que me fez ir até lá e ver o que tinha dentro. Dois olhos pretos se mexeram na minha direção, e só. A cachorrinha que se encontrava ali dentro não tinha forças para sequer levantar a cabeça, que dirá rasgar o plástico e se livrar da sua sentença de morte. Sempre fui muito sensível aos animais, mas jamais tinha me deparado com uma situação como essa, pois a vida dela dependia da minha ação. Sem saber direito o que fazer, tirei-a rapidamente de lá, e corri para o estacionamento subterrâneo do supermercado. Mas, e agora? Como é que vou levar esse bicho pra casa? Minha mãe vai me matar! Centenas de pensamentos rodopiaram dentro da minha cabeça.

Então, no meio daquela loucura toda, veio uma luz: vou ligar para a veterinária dos meus animais! E ligar como? se nem telefone eu tinha comigo.  Larguei a cachorrinha ali, e subi correndo na recepção e pedi ajuda. Vitória! A Doutora estava a caminho!  Aqueles minutos de espera pareceram horas!!!!

Várias pessoas vieram ver o que eu estava segurando no colo, e juro que me segurei para não matar alguém de tanta sandice que tive que escutar. A palavra “ser humano” mudou completamente de significado naquele instante.

Pude sentir na pele o que aquela cachorrinha passou; desprezo e asco era pouco para descrever os olhares que recebíamos.  Quando a veterinária finalmente chegou e de pronto verificou seu estado grave de saúde , foi-se embora o mais rápido que pode com a sua mais nova paciente para a clínica. E eu, ainda chocada e com as pernas bambas, ensaiando alguns passos na direção da minha moto, pude ver de longe um pedaço de papel pendurado no retrovisor. Alguém tinha me escrito um bilhete, e ele dizia assim: “Anjo, parabéns pelo seu ato, são esses atos que enobrecem a alma da pessoa.”. Enquanto guardava-o na mochila, e o tenho guardado comigo até hoje, é que caiu a ficha: Era meu primeiro resgate!

preta - antes e depois

Preta Antes e Depois - Não valeu a pena?

Mal posso descrever o que senti naquele instante, mas só de lembrar meus olhos ficam marejados. Depois de um tempo, consegui chegar à clínica, e a Preta já estava recebendo os primeiros cuidados, bem como um soro intravenoso preparado com vitaminas e medicamentos. Batizei-a carinhosamente assim, pois essa era a cor dos únicos tufos de pelo que ainda lhe restavam.  Além dos 4 tumores de mamas super evidentes – um chegava ao tamanho de um kiwi -, ela tinha um tumor de sticker* dependurado na vagina, de mais ou menos uns 10 cm. No ultrassom, o tamanho anormal do seu útero indicava uma infecção e no Raio X mostrava várias fraturas nas últimas vértebras da coluna e uma trinca na bacia, revelando então o porque dela não conseguir caminhar. Preta apresentava ainda infecção nos ouvidos, fungo e sarna, sem falar na grave desnutrição. Os olhos que estavam opacos e azulados e a falta dos dentes evidenciaram a sua idade avançada, e também o provável motivo do seu abandono: Velhice. Foram quase 2 horas de cirurgia, e a Preta resistiu bravamente!

Na sala de espera, fazia os cálculos de toda economia que eu teria que fazer para pagar a conta, e eu sei que não sairia barato. Tive até que vender umas coisas e pedir emprestado para cobrir todas as despesas.

Somente depois de 23 dias, quando eu estava entrando na sala onde ela estava, foi que Preta, pela primeira vez, abanou o rabo quando me viu! Senti um gosto salgado na boca, mal percebi que as lágrimas caíram. Preta permaneceu internada por 47 dias até que todos os seus cortes estivessem cicatrizados e seu pelo recuperado, mas ainda ficava a dúvida se ela voltaria a andar. E durante esse período eu quase morei dentro da clínica.  A pior parte estava por vir: o que fazer com esse animalzinho agora? Quem é que adotaria uma cachorra velha e deficiente?  A veterinária que tratou e cuidou dela não me deixava desistir e sempre me incentivava a continuar lutando pela recuperação dos movimentos, e no 49° dia ela firmou uma das patas traseiras. Foi uma festa!

Jamais imaginei que um ato tão simples, como o de caminhar, pudesse gerar um sentimento tão forte dentro de mim. E foi em meio à comemoração que Preta, com o olhos fixos em mim, deu seus primeiros passos e veio em minha direção, precisamente de encontro a minha mão e lambeu. Naquele instante, eu soube que meu coração pertencia a ela e o dela pertencia a mim. Para sempre.

Clique para ver os vídeos da Preta caminhando e com a sua família canina :

No começo, eu achava que estava apenas cuidando dos cães, mas não demorou muito para que eu percebesse que os cães estavam cuidando de mim também. ” Nancy Johnson

*É uma neoplasia (câncer) que normalmente ocorre em cães adultos. Muito comum em países de clima tropical e subtropical como o Brasil. Na maioria dos casos é transmitido via contato sexual (cruzamento). Outras formas de transmissão são relativas ao comportamento social dos cães como, farejar e lamber a área genital e até mesmo por ferimentos causados por mordidas. A transmissão é feita na forma de transplante das células neoplásicas (cancerosas) do animal doente para o são. Fonte: Webanimal.

Adoções de Sucesso, Artigos, Resgate

Colecionadores de Animais

29, junho, 2010

O maior desespero de todos os protetores e ativistas pelos animais é o sentimento de impotência. Você vê cães e gatos nas ruas diariamente sem poder ajudá-los, sem ter para onde levá-los. Muitas pessoas acabam com dez, vinte cães no próprio quintal.

Quando os vinte cães vivem com água fresca, comida, num ambiente limpo e saudável, são castrados e doados, estamos falando de um verdadeiro protetor ou protetora de animais.

Entretanto, quando os vinte cães passam fome, sede e dormem nos próprios dejetos, estamos falando de uma doença psiquiátrica bem séria: a animal hoarding (colecionar animais).

O colecionador de animais é aquele que, na tentativa de amparar animais abandonados, abriga mais bichos do que as condições permitem, ou seja, os animais acabam doentes e/ou mal instalados. Com o tempo, o animal perde a individualidade, a personalidade. O colecionador acaba prejudicando a si mesmo e não percebe a situação-problema em que vive. Ele também evita castrar os bichos e sempre arruma desculpas para mantê-los quando surge um doador em potencial. Leia mais…

Artigos

Visitando um Zoológico

3, junho, 2010

Logo que descobri que perto da minha casa havia um zoológico, comecei uma batalha para que me levassem até lá, porque quando se tem nove anos é necessário estar sempre acompanhado de um adulto. Ninguém queria me levar e descobri sozinha, algum tempo mais tarde, o por quê.

Depois de algumas semanas consegui fazer minha primeira visita. Fiquei empolgadíssima com a quantidade de animais reunidos num só lugar. Araras, tucanos, macacos, jabutis, jacaré, leão, onça, cobras, ema, pacas, capivaras, antas, javalis… nossa, era demais!

Foram horas explorando o local, porém dois animais em especial despertaram minha atenção: uma macaco-aranha chamada Margarida e uma onça preta ou pantera negra, como queiram.

Margarida era uma simpatia, apesar da imundície e da pequena dimensão do espaço onde vivia, mandava beijos e esticava seu longo braço pelas grades para cumprimentar as pessoas e algumas vezes tentava puxá-las na sua direção. Gestos mecânicos aprendidos a duras custas em um circo que fora criada e explorada, e posteriormente abandonada por não ter mais serventia.

Já a pantera sequer se mexia, da sua jaula minúscula vinha um cheiro fétido e era completamente escura. O seu olhar, se é que podemos chamar aquilo de olhar, era de partir qualquer coração, mesmo os mais endurecidos. Era como se ela estivesse realmente morta, só esperando o seu corpo desistir. Um dos tratadores falou que ela estava triste aquele dia porque não tinha sol, ou algo do gênero.

Passei a visitar quase todos os dias o zoo, antes ou depois da escola, pois ficava a 100 metros dali, só faltava quando ficava doente. Bastaram algumas semanas, e comecei a observar alguns comportamentos compulsivos em Margarida, como ficar se balançando por horas no mesmo ritmo ou roer as pontas dos dedos, e a “tristeza” daquela pantera jamais foi embora.

Sonhando com uma nova vida!

E eu ficava por horas contemplando a beleza imóvel daquela enorme criatura. Diversas vezes tive vontade de entrar e abraçá-la, para mostrar que ainda alguém se importava com ela, mas sabia que poderia não sair dali viva. No entanto, em pensamento, já tinha abraçado e feito muito carinho naquele manto preto.

Indagando alguns funcionários do lugar, descobri que ela não tinha um nome, e então a batizei de Escuridão. Ao ver minha admiração e amor pelo grande felino, o tratador deixava que eu a alimentasse todos os dias, obviamente em segredo. A primeira vez que consegui tocar sua cabeça quase entrei em êxtase, mas logo fui repreendida para jamais voltar a fazer aquilo novamente, pois poderia perder minha mão ou coisa pior.

E durante todo aquele ano letivo, no meu tempo livre,  estava dentro do zoo, todos sabiam onde me encontrar e eu já era conhecida dentro do parque.

Então chegaram as férias de final de ano, e era a primeira vez que eu lamentava ter que vir para o litoral de Santa Catarina. Antes de viajar fui ao zoo me despedir, e pedi que cuidassem bem das minhas preferidas. Parti com lágrimas nos olhos, como se realmente estivesse deixando parte do meu coração ali. Confesso que foi o único período de descanso que queria que acabasse logo. Leia mais…

Artigos, Material Educativo, Meio Ambiente, Reflita!

Quem é Zooportunista?

21, maio, 2010

Fonte ANDA: Direito Animal

carinhaNenhuma causa pode crescer ou mesmo funcionar, se seus membros não se responsabilizarem por ela. Não existe chance de construir um novo tempo para os animais se continuarem explorando suas misérias, sofrimento e dor.

Atualmente tenho tido enorme dificuldade para convencer os meus contatos, principalmente os que atuam junto a imprensa, que existe uma enorme diferença entre os verdadeiros protetores dos animais e os que tentam se utilizar desta causa para obter lucros e oportunidades, destacando aqui também os interesses ocultos.

Todas as vezes que alguém generaliza, alegando que os defensores dos animais têm demonstrado um perfil muito violento e desequilibrado, eu busco esclarecer, embora na maioria das vezes sem sucesso, que o termo utilizado por eles – “defensores de animais” – a meu ver, não cabe ser usado para fazer referência às pessoas que se infiltraram na causa unicamente para semear a discórdia, a desunião, a mesquinhez, a inveja, a calúnia etc.

São indivíduos que por não terem competência para construir algo de proveitoso para a sociedade, resolveram atacar os bem intencionados, os que realmente se esforçam para construir um  mundo melhor para que os seres humanos e os animais vivam em harmonia.

Eu me senti no dever de criar um termo que pudesse rotular este tipo de indivíduos e, de repente, me veio à mente o termo Zooportunista – libertando assim, os verdadeiros protetores da “cruz” que é ser confundido com os que atuam como verdadeiras “pragas sociais” dentro do universo da defesa de seres tão especiais: os animais. Leia mais…

Artigos, Material Educativo, Reflita!

Parceiros de sarjeta

11, maio, 2010

Escrevi esse texto para uma matéria de nome gigante, do curso de jornalismo. Espero que gostem ;D

***

MendigoeCachorro

Maltratados pela sociedade, mendigos e cachorros abandonados encontram conforto na companhia um do outro

Desprezados pelos passantes, escondidos em becos e ruelas, de costelas salientes, vivem de lixo em lixo procurando comida. Água? Bebem da poça, de um cano estourado. Não tomam banhos, não têm onde se deitar para dormir, não têm onde se abrigar do frio. E, apesar disso tudo, são cães dispostos a amar e pessoas que perderam a fé formando uma parceria bastante sincera.

Qualquer um que passe pela Avenida Moraes Salles, em Campinas SP, durante a tarde há de encontrar uma família curiosa: João (nome fictício), 26, e suas duas parceiras, uma cadelinha preta e uma malhada de marrom e branco. O trio fica na Praça dos Maçons pedindo dinheiro para sobreviver. João espera o sinal fechar para bater de vidro em vidro, eventualmente vendendo alguma guloseima. Mas é só a luz verde brilhar que ele volta para a grama e se deita ao lado das cachorras, com uma mão em cada cabecinha peluda. Se o dia foi bom, é possível ver os três correndo pela praça atrás de um pedaço de pau, ou rolando na grama em cena típica de filme. No inverno, as cachorras estão sempre de blusão, às vezes mais confortáveis que o próprio amigo humano.

Trocando o interior paulista pela capital carioca, a cena que comoveu em 2009: o reencontro do menor de idade chamado pela mídia de L., 13, e a cadela Pretinha. Depois de compartilhar as marquises da Central do Brasil, os dois se tornaram amigos inseparáveis. Porém, como na realidade nada é feliz para sempre, L. foi retirado das ruas pela Operação Choque de Ordem e levado para um abrigo que não aceitava animais. Do lado de fora do furgão policial, sua parceira arranha a porta desesperada. No mesmo dia, L. escalou o muro do abrigo, passou pelos cacos de vidro no topo e saiu em busca da amiga. O reencontro, fotografado pelo repórter André Luís Mello, foi selado com lágrimas e lambidas. “Eu até aceito ajuda dos outros, desde que a Pretinha fique comigo”, disse L. ao jornal O Dia.

A tristeza do menino e de Pretinha

A tristeza do menino e de Pretinha quando foram separados.

Já no sul do país, litoral catarinense, o assunto virou conto de pescador. Segundo o blog Adorável Vagabundo, diz a lenda que um mendigo de certa idade e seu parceiro canino percorriam as praias cristalinas vivendo de restos ou da boa vontade de contribuintes. Repartiam tudo, dormiam abraçados sob a lua. O homem, surrado pela vida e pelo relento, adoeceu. O cachorro montou guarda ao seu lado, onde permaneceu muito depois de o homem morrer. Não se arriscando a sair para pegar comida ou água, o animal acabou definhando ao lado do cadáver em decomposição. Hoje seus ossos sumiram na areia, mas à meia-noite de lua cheia, “eles aparecem se olhando, como a única riqueza da eternidade sendo o brilho da lua”.

***
Clique aqui para assistir ao lindo comercial lançado pela PEA em 2006 que mostra a amizade verdadeira entre moradores de rua e seus cães.

Artigos

Cão Terapia na revista TopMed

9, março, 2010

Dividimos com vocês a alegria de ter nosso projeto Cão Terapia divulgado numa revista totalmente voltada à saúde humana. Dá pra imaginar o quanto isso é importante e maravilhoso?

A TopMed Magazine publicou em sua edição de lançamento a reportagem “Eles só fazem o bem”, onde mostra que o contato com os animais traz benefícios, e que esta relação vai muito além da companhia, funcionando como verdadeira terapia.

Esperamos que sirva de exemplo às pessoas cujos médicos recomendam que se desfaçam de um animal por conta da saúde. São muitos bichinhos – gatos principalmente -, abandonados por prescrição médica.

Nosso super obrigada à Andréa Fischer pela excelente matéria, à TopMed pelo precioso espaço de divulgação, e à Publish, que nos enviou alguns exemplares da revista. Guardaremos com todo carinho : )

Para ler a reportagem na íntegra, clique na imagem abaixo. Para facilitar a leitura, utilize a lupa do Picasa.

caoterapia-revistatopmed-1

Artigos, Entrevista, Notícias, OBA na mídia, Saúde Animal

Cachorros também exigem cuidados na hora de correr

25, fevereiro, 2010

Que tal fazer seu cachorro gastar energia e, de quebra, ainda ficar em forma? Praticar um esporte é uma ótima ideia para passar o tempo juntos. A corrida, por exemplo, tem tudo para agradar, unindo diversão e exercício.
Veja as dicas abaixo para quem deseja praticar corrida e levar junto seu amigo de patas e clique aqui para ler a reportagem completa sobre os cuidados que eles merecem.

Veja 14 dicas abaixo:
1- Treine em horários mais frescos do dia.
2 - Dê preferência a parques e lugares tranquilos.
3 - Grama e terra batida são melhores para vocês dois: menos impacto.
4 - Mantenha-o bem hidratado: água antes, durante e depois.
5 - Não corra com “velhinhos”. Depois dos sete anos diminua o ritmo.
6 - Não corra com filhotes. Aos seis meses eles podem dar trotes curtos, mas só estão liberados depois de um ano.
7 - Use a coleira: mesmo que ele seja bem treinado, o cão ao lado pode não ser. Além disso, há o risco de atropelamento. Respeite também as outras pessoas, que podem ter medo.
8 – A coleira de pescoço pode causar trauma cervical em caso de movimento brusco: cuidado.
9 - Dê pouca comida antes do exercício.
10 - Use guias curtas, as compridas podem enroscar.
11 - Não use focinheira. Com a boca fechada, ele não conseguirá regular a temperatura corporal.
12 - Respeite o animal se ele não quiser correr.
13 - Leve uma sacola plástica caso ele faça as necessidades pelo caminho.
14 - Após as corridas, observe as almofadas das patas, veja se há sangue ou machucados

Fonte: Mania de Cão

Artigos, Dicas, Saúde Animal

Testes em animais: por que buscar alternativas.

24, fevereiro, 2010

Testes em Animais: Todo e qualquer experimento com animais cuja  finalidade é a obtenção de um resultado seja de comportamento, medicamento, cosmético ou ação de substâncias químicas em geral.Geralmente os experimentos são realizados sem anestésicos, podendo ou não envolver o ato da vivissecção.

Por Nicole Gilbert
Tradução por Giovanna Chinellato

Diferentemente do que muitos pensam, os animais não estão aqui para nos servir. É nosso dever respeitá-los e protegê-los como seres vivos.

Muitos detestam a ideia de testar produtos de uso comercial e remédios, mas temem erguer a voz e serem taxados de extremos.

Mesmo assim, quando a universidade de medicina do Arizona, EUA, anunciou a construção de um laboratório para testes em animais no centro de Phoenix, alguns alunos ergueram sim suas vozes. Aqueles preocupados com os direitos dos animais disseram que muitos dos testes que acontecem são inúteis e extremamente cruéis.

Muitos animais podem ser poupados no futuro graças a desenvolvimentos científicos na área de pesquisa. Mas não se não dermos uma chance aos novos métodos.

Em vez de construir um laboratório de testes em animais, não seria muito mais revolucionário começar uma pesquisa sem criar e experimentar em seres vivos?

A Humane Society dos Estados Unidos citou um progresso recente na área de testes toxicológicos sem uso de animais, um método que vem ganhando fama, o de cultura de células. Considerando que os animais que maior parte dos laboratórios estudam, ratos e camundongos, principalmente, são bem diferentes dos humanos, tecnologias baseadas em células humanas prometem um resultado muito mais acurado de como uma droga iria interagir com o corpo humano. Também existe a possibilidade de no futuro os humanos que testariam os produtos possam tomar doses bem menores. Leia mais…

Artigos

Lugar de gato é dentro de casa!

23, fevereiro, 2010

Os bichanos eram considerados, até recentemente, animais que tanto podiam dar-se bem dentro quanto fora da casa de seus tutores, e muitos acreditavam que seu ambiente ideal fosse ao ar livre. Esse conceito mudou. Hoje em dia, os especialistas no assunto aconselham os proprietários a manter seus modelos exclusivamente dentro de casa.

As razões disso são bastante numerosas: os gatos “internos”, os que vivem dentro de casa estão, quase sempre, a salvo de doenças contagiosas, de com outros gatos e de de cães e , além de muitas outras situações ameaçadoras. Os perigos da vida ao ar livre são tão grandes que prejudicam o desempenho e reduzem a dos modelos.

Enquanto os gatos realmente domésticos podem atingir a idade de 15 anos ou mais, os felinos que passam a maior parte do tempo fora de casa terão sorte se viverem 10 anos. Essa disparidade não passou despercebida de clínicas veterinárias nem de abrigos para animais, pois muitos deles solicitam dos proprietários o compromisso de manter seus bichinhos de estimação somente dentro de casa.

O ideal seria criar um filhote que se tornasse um gato exclusivamente doméstico. Essa é, em todo caso, a maneira mais simples de programar um felino para tal . Se, porém, você adquiriu um gato já adulto, existem muitas para habituá-lo a viver em casa. O segredo é garantir que seu modelo tenha, dentro de quatro paredes, tanto estímulo, prazer e conforto quanto encontraria fora de casa. Leia mais…

Artigos

Você faz questão de um cão de raça? Pense duas vezes . . .

23, fevereiro, 2010

Por Sergio Greif (ANDA)

Ao comprar um cão o comprador adquire um certificado de linhagem (pedigree) e toda a história de sofrimento que está por trás desses animais. (Sergio Greif)

É bastante comum que na busca pela companhia de animais utilizemos  critérios raciais como determinante de escolha. Isso não acontece à toa,  vamos à livraria para pesquisar sobre cães e os livros nos dizem qual raça  é boa para apartamento, qual raça é boa para se ter com crianças, qual  raça fornece bons cães de guarda . . . Os pacotes de rações para cães trazem sempre imagens de rottweilers, labradores, cocker spaniels ou dachshunds, sempre cães de raça; igualmente as propagandas de produtos voltados para esse mercado ou que utilizam cães apesar do produto não  star relacionado.

Há, portanto, um apelo para que “consumamos” cães de raça e para que, por  outro lado, desprezemos cães que não sejam de raça. É verdade que esse “estigma do cão vira-lata” esteja menos forte atualmente do que estava 15-20 anos atrás, mas ele ainda persiste.

Por outro lado, tendemos a considerar errado julgar as pessoas por sua  raça.Pessoas normais não escolhem, por exemplo, ter amigos brancos ou japoneses e desprezam possíveis amigos negros ou índios, apenas com base em critérios raciais. Tampouco não vemos com bons olhos publicações que tentam associar determinadas raças humanas com determinados padrões de comportamento. E mesmo que possamos definir com certa precisão nossa linhagem ancestral, não é de bom tom sustentarmos isso como indício de superioridade ou em conotação de pureza. E se isso não é bom ou certo no caso de seres humanos, também não o é em relação aos cães e outros animais.

O que são cães de raça? Leia mais…

Artigos