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Psicanalista afirma: o ser humano aprende a amar com os animais, e não o contrário

20, maio, 2011

Amor: lição número um. Foto: Cão Terapia

Não somos nós que adestramos os cachorros, são eles que nos adestram. E o que eles nos ensinaram, ou melhor, o que eles nos inculcaram em mais de 30 mil anos de olhares adoradores e de abanos de rabos frenéticos é o amor desinteressado.

Jeffrey Moussaieff Masson, psicanalista e estudioso de sânscrito norte-americano, que se dedicou à observação do comportamento animal, depois de ter afirmado que I cani non mentono sull’amore [Os cães não mentem sobre o amor] – lançado em 1999 – demonstra agora que os cachorros nos ensinaram essa capacidade incondicional de dar amor com a sua presença constante ao nosso lado no momento crucial de nossa evolução de Homo sapiens.

Masson é um dos escritores mais cultuados sobre o tema nos Estados Unidos, e seu livro Il cane che non poteva smettere d’amare [O cão que não podia deixar de amar], à venda a partir de hoje pela editora Tropea, não decepcionou os apaixonados pelo gênero. Como em seus livros anteriores, por meio da brincadeira tão querida pelos amantes de animais, Masson consegue contar anedotas sobre o seu cachorro, enriquecendo-as com teorias científicas fundamentadas.

Isso lhe ajuda a poder ambientar as suas descrições de corridas desenfreadas com orelhas esvoaçantes e língua de fora naquele paraíso terrestre que é a Nova Zelândia, onde Masson vive em uma casa à beira da praia, que se tornou uma espécie de área comum para cães, gatos, galinhas, ratos, pôneis e – mas eles parecem personagens secundários – humanos.

Será que aprenderemos a ser tão generosos um dia?

O ponto de partida de Masson para sua teoria dos cachorros “professores do amor” é uma tese muito debatida em etologia, isto é, a natureza das emoções dos animais. O psicanalista norte-americano vai mais longe ao afirmar que “os cães poderiam sentir algumas emoções mais intensamente do que nós” e que, observando-os, “poderemos ter um maior conhecimento das emoções que nos faltam”. Entre estas estão a “pura alegria de viver”, que permite que os cachorros “desfrutem o momento”, a capacidade emocional que, para Masson, governa a sua propensão a amar.

Outro marco do livro é a capacidade de comunicação dos cachorros, usuários de uma linguagem refinada e adaptada justamente em função da proximidade com o ser humano. Basta observar o lobo, do qual o cão domesticado descende, para ver como o movimento do rabo ou a postura corporal se modificaram para ser mais acentuado, mais legível pelo ser humano como sinais de interação.

Nisso, Masson também chega a hipotetizar uma adaptação recíproca da linguagem humana e chega a dizer – embora especificando que se trata de uma hipótese de difícil demonstração – que, “mediante a associação com os cachorros, nos transformamos de hominídeos primitivos a membros da espécie Homo sapiens”. Pareceria uma declaração de um animalista exaltado, se não fosse pelo fato de que, para provar a relação especial entre cães e seres humanos, Masson cita, e não de forma inadequada, Kant, Lévinas, além das mais recentes pesquisas mundiais no campo da psicobiologia, da etologia e da psicologia cognitiva, tanto que as 20 páginas de bibliografia final estão entre as mais preciosas do livro.

Os amantes dos gatos ficam um pouco decepcionados, mesmo que Masson deixe aberta uma possibilidade de emancipação também para eles, talvez capazes de também se tornarem adoradores em alguns milhares de anos. Ou talvez Masson deixa a porta aberta para nos provar, mais tarde, que os felinos são capazes de nos ensinar como nos tornamos independentes.

Fonte: ANDA

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Especialistas alertam sobre tratamento humanizado aos animais de estimação

4, maio, 2011

Por Juliana Vines, Folha Online

Os cães estão mais humanos. Demasiadamente humanos. Com roupas e nomes de gente, vão à creche de perua escolar, passeiam no shopping, fazem sessões de spa. De melhores amigos foram promovidos a filhos.

“O cachorro é o centro de muitas famílias. É a nova televisão. É ele quem une as pessoas”, diz a antropóloga Mirian Goldenberg, autora de, entre outros livros, “De Perto Ninguém é Normal”.

Na casa de Ully Caroline Sousa, 27, e Alessandro Alla, 29, ele médico radiologista e ela estudante de medicina, é assim: viagens e restaurantes, só quando a Diva pode.

A mestiça de shih-tzu com maltês tem dois anos e meio e quase os mesmos privilégios de uma criança mimada da sua idade. Dorme com o casal (que não tem filhos), vai à creche de segunda a sexta-feira para ter aulas de adestramento e ganha presentes da Barbie. “Diva é a nossa filhinha”, diz a “mãe”.

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Castrar é um ato de amor, consciência e sensibilidade

18, março, 2011

Um fato que ocorreu essa semana me fez, mais uma vez, ter a certeza de que as pessoas que não querem castrar seus animais porque vai contra a natureza, que querem um filhote do seu animal ou que o bicho não sai do pátio, são seres completamente alienados e insensíveis.

Tão pequeno e já carinhoso: lambendo a perna da sua mãe provisória.

Sobrevivente da crueldade humana: mesmo tão pequeno e já carinhoso, mostra seu amor lambendo a perna da sua mãe provisória.

Três gatinhos miavam enloquecidamente dentro de uma sacola plástica na esquina de uma Avenida na cidade, as poucas pessoas que passavam naquele horário fingiam não ouvir o pedido de socorro daquelas pequenas criaturinhas. Pelo estado dos bebezinhos, foram horas de agonia até serem atendidos, e acredito que eles não aguentariam passar a noite naquela situação, com fome e frio, e iriam sucumbir da pior forma possível. A indignação foi maior ainda quando notamos que um deles tem parte do pezinho amputado e que nenhum sabia comer, beber ou fazer suas necessidades sozinhos, ou seja, foram largados ali para a morte certa.

Nem bem completaram 30 dias e já conheceram a face maldita e sanguinária do ser humano, que insiste em tratar as crias de sua gata ou cadela como um incômodo e se livram destes sem o menor peso na consciência. A  população omissa que não denuncia e a Lei permissiva que não pune devidamente os criminosos colaboram para isso.

Infelizmente, a constância desse ato é o que tem tornado a nossa e a vida desses animais um inferno, uma lamúria.

Que preço esses bichos tem que pagar porque foram indesejados e caíram em lares irresponsáveis?

Castrar é “crueldade”, mas abandonar na rua, no relento é o que? Um ato de amor? Façam-me um favor,  fiquem na rua por dois dias e depois me contem se lá é lugar para se viver, ok?

Como bem disse a DIBEA: ” Ante o direito natural de a fêmea reproduzir está o direito da ninhada inteira de não ser atirada no rio com três dias de vida dentro de um saco plástico, por exemplo, ou de não ser triturada dentro de um caminhão de lixo.”

Dois deles já ganharam lares amorosos e uma nova chance de voltar a confiar nas pessoas, o outro está num lar temporário aguardando a recuperação da sua patinha, e claro, um adotante especial que não se importe com seu pezinho “charmoso”.

O final feliz dessa história não é a regra, é a exceção. Milhares de peludos morrem todos os dias nas ruas, sem amor, carinho, atenção, assistência veterinária, enfim, sem um lar. Estatísticas do CCZ de São Paulo mostram quem 19 mil animais são sacrificados em média todos os anos porque não encontram um lar.

Quanto sofrimento poderia ser evitado, principalmente pelos ditos racionais, com um simples ato: CASTRAÇÃO!

Então fica a pergunta: Para que deixá-los nascer? para passar fome, frio, sede, ficar doentes e morrer a míngua, ser espancado, morto, esfaqueado, torturado, e no fim disso ainda ser morto como mais um animal sem serventia? é muito egoismo procriar seu animal enquanto milhares aguardam um lar. Para aqueles que acham que a maternidade é algo necessário estudos mostraram que as cadelas não ficam frustadas ou tristes por não terem filhotes, isso é típico sentimento do ser humano, até porque elas só sentem necessidade de “cruzar” na época do cio, ou seja, estimuladas por hormônios, da mesma forma que os machos só as procuram nesta época.

Em Florianópolis, a cirurgia é gratuita para residentes que recebam comprovadamente 3 salários ou menos, basta procurar a Diretoria do Bem-estar animal no endereço: Vila Ivan Matos, ao lado do Cemitério do Itacorubi e em frente da loja Cassol Materiais de Construção, na SC 401 – Bairro Itacorubi, horário: 9 às 18h, Fones: (48) 3237-6890/ 3234-5677.  E para moradores dos municípios vizinhos, existem alguns veterinários que fazem essa cirurgia a preço social. Para mais informações, escreva para oba@obafloripa.org (apenas para quem não pode pagar o preço normal da castração!).

Castração não evita só filhotes, mas também várias doenças mortais, como câncer de próstata, testículo, mama e útero. E se você tem alguma dúvida, clique aqui e veja todos os benefícios desse ato de amor, consciência e sensibilidade.

Lembre-se: Você é responsável por todos os descendentes de seu animal.

Artigos, Castração

SAIBA ONDE ABANDONAR SEU CÃO

26, fevereiro, 2011
Texto retirado do blog Cachorrando

Uma hora acontece: você não pode mais ficar com o seu cachorro. Cresceu demais, latiu demais, latiu de menos, faz sujeira. Você ficou grávida, você vai mudar para um apartamento, vai mudar de cidade ou de país. Ou enjoou dele e quer um filhote novo. Chega o momento e você se pergunta: onde posso abandonar o meu cão?

Existe um ótimo local para isso. É grande, com um lindo gramado, lago, e os animais ficam todos soltos e felizes. Tem veterinário disponível 24h, humanos brincando com eles, os cães nunca vão se sentir sozinhos. Você pode ficar tranquilo que o seu ex-melhor amigo será muito bem cuidado. Ele nem vai sentir sua falta. Terá uma vida longa e feliz, e você poderá seguir a sua vida, sem peso na consciência, e sem preocupação.

Legal, né? Um lugar com espaço infinito, dinheiro inacabável, humanos disponíveis e cães felizes.

Quer saber onde é? Eu digo ….

NA SUA IMAGINAÇÃO !!!

Não existe lugar para abandonar o seu cão. Não existe um lugar onde ele estará seguro se não for ao seu lado. Mesmo que seu vizinho que ama animais diga que vai ficar com ele, se ele for como você, vai passá-lo para outra pessoa na primeira dificuldade, e onde isso vai acabar?

Na rua !

Visite um abrigo ou um CCZ e veja as condições em que chegam os animais que foram resgatados… e se você está pensando em deixar seu cão em um abrigo, lembre-se que além de abandonar covardemente seu melhor amigo, você estará tirando as chances de um animal de RUA ser resgatado.

Se você não se importou o suficiente com seu cão para ficar com ele mesmo nas dificuldades, como espera que alguém vá se importar?

NÃO ABANDONE JAMAIS O SEU ANIMAL !

PS – ’ precisei’ escrever isso depois que eu vi que só hoje, várias pessoas encontraram este blog através do sistema de busca, digitando:

“onde posso por o meu cão”

“não posso mais cuidar animal”

“não posso mais ter cachorro”

“onde posso abandonar o meu cão”

Fonte: Cachorrando

Abandonar animais é crime! Lei Federal 9.605, art.32.

Artigos, Material Educativo, Perguntas Frequentes, Reflita!

E se não existissem protetores de animais?

16, fevereiro, 2011

Esses dias, entrando em uma loja fui obrigada a escutar uma conversa entre duas pessoas que denegriam o trabalho dos protetores e ainda sugeriam que ONG’s de defesa animal eram tudo fachada para ganhar dinheiro. Como eu não queria cometer um duplo homicídio, decidi falar somente antes de sair e deixei uma pergunta no ar para as duas criaturas: E se não existissem protetores, ONG’s e afins, vocês iriam culpar quem por existir tantos animais nas ruas?

A maioria das pessoas, quando vê um animal vagando liga para uma ONG ou alguém que, de forma independente e com recursos próprios resgata animais, exigindo que venha buscá-lo imediatamente, e se a resposta for negativa são proferidos os mais diversos xingamentos, ofensas e frases que indicam que estamos deixando de fazer nossa obrigação. É incrível como as pessoas distorcem o significado da palavra ‘voluntariado’, e encubem a nós uma responsabilidade que é da pessoa que abandonou o animal, esse sim é o culpado pelo peludo estar na rua,  por deixar sua cadela ou gata ter crias consecutivas e depois jogá-los por aí, por permitir que seu cão ou gato dê voltinhas fazendo filhotes na vizinhança expondo-os a perigos inimagináveis, por atropelar um bichinho e não prestar socorro, é  para essa criatura que se deve ligar, e fazer-lhe ouvir tudo que nos é dito injustamente.

Saiba que não somos empregados de ninguém,  não existe a profissão “protetor de animais”, ninguém recebe salário para isso e nem verba governamental, ainda mais porque não existe lei de incentivo fiscal que conceda descontos em impostos no caso de contribuição para ONG de proteção de animais domésticos.

É como culpar o rio pela enchente e não os verdadeiros causadores das circunstâncias: as pessoas que entopem de lixo as águas, destroem as matas ciliares e habitam áreas de proteção.

Somos todos voluntários por amor, por acreditar que juntos podemos fazer um futuro melhor, por não conseguir ver a incompetência do Poder Público em lidar com a situação dos animais abandonados, por lutar contra a negligência  dos governantes com a causa animal, mas principalmente por programas de esterilização gratuitos, pela conscientização da população e criação de leis mais punitivas e eficazes.

E jogo a bola para você agora, já parou para pensar nisso?

Então antes de nos criticar, pesquise e reflita sobre o problema, cobre a mudança na realidade sofrida desses animais de quem realmente deveria estar fazendo alguma coisa, mas prefere ser omisso: GOVERNO e Ministério Público. Seja da Prefeitura, do Estado ou do País. É para os administradores públicos que  se deve ligar, são os vereadores e prefeitos que deveriam ouvir essas atrocidades, são eles que podem modificar a situação.

Seja o exemplo, sempre adote e castre seus animais, comece a conscientizar as pessoas ao seu redor, mude o “mundo” que está ao seu alcance. Denuncie abusos, abandono e maus-tratos na delegacia mais próxima, patrocine e participe de campanhas e projetos em prol dos animais, junte-se a nossa luta.

Artigos, Reflita!

Problemas de visão dos cães: como descobrir e resolver

4, janeiro, 2011

Por Ayrton Mugnaini Jr., especial para o Yahoo! Brasil

Está aí um tema que pede mais uma de minhas frequentes comparações de caninos com pessoas. Assim como nossas crianças, os peludos precisam de atenção quanto a problemas visuais que possam apresentar; sejam incômodos passageiros, como pequenas sujeiras, doenças como catarata e glaucoma, além da diminuição normal da acuidade visual com a idade, bem como de prevenção e remédio para tudo isso. Pois bem, vejamos.

Como sabemos, os sentidos da audição e do olfato dos caninos são proverbialmente muito mais desenvolvidos que nos humanos. Mas na visão eles perdem – em termos. Para começar, eles só abrem os olhos com dez dias a duas semanas de vida, tempo necessário para seus olhos se formarem totalmente.

No primeiro ano de vida enxergam mal, e por toda a vida veem apenas algumas cores (neste espaço já demolimos o mito de eles verem somente em preto-e-branco). Mas, para compensar, eles têm visão noturna melhor que os humanos, pois sua retina é dividida em duas partes, uma escura e uma colorida, que refletem a luz – herança de quando os caninos surgiram no planeta, bem antes dos humanos, quando não existia iluminação artificial e os peludos precisavam ter boa visão à noite ou através de vegetação espessa.

Os cães dispõem também de uma terceira pálpebra interna, que encobre o olho e ajuda a recolher luminosidade do ambiente. Além disso, têm campo de visão (200 a 270 graus) mais amplo que os humanos (160 graus), podendo inclusive detetar movimentação por trás deles. E percebem melhor o movimento. Mamãe Natureza sempre trabalha bem; afinal, em ambientes pouco iluminados, nem faz muita falta distinguir cores – do mesmo modo que formas de vida residentes em grandes profundidades marinhas nem têm olhos; não havendo luz, nem precisam deles.

As semelhanças com os humanos incluem a possiblidade de miopia e riscos de conjuntivite, glaucoma e catarata, esta podendo ser causada por diabetes. O cão com problemas visuais merece ser tratado não só pelo incômodo dele próprio, mas também pelo perigo que pode representar para pessoas ou outros animais; ao sentir que não consegue ver tão bem como antes, o canino tende a ficar medroso e, portanto, demonstrar a famosa “coragem nascida do medo”, atacando a primeira sombra “estranha” que perceber.

Prevenção

O ideal é levar o peludo ao veterinário para check-up uma vez por ano e também ao oftalmologista veterinário, e examinar-lhe os olhos todo dia: ao perceber sujeira, limpe-lhe os olhos com soro fisiológico, não se esquecendo de lavar as mãos antes e depois – se o bicho tiver conjuntivite, ela pode contagiar os humanos também!

Se o veterinário receitar algum colírio ou outro medicamento para os olhos do canino, use uma de suas mãos para segurar o queixo do peludo, para evitar que ele fuja. Ao dar banho nele, cuidado para o xampu ou remédio antipulgas não cair nos olhos do animal.

E, justamente por ser tão óbvio, é sempre bom lembrar: ao atirar objetos para o bicho ir buscar, cuidado para não lhe acertar a cabeça ou os olhos!

Caninos usam óculos

Óculos para cães, tal como os dos humanos, são de três tipos: de grau, para melhorar a visão; escuros, para proteger do vento (inclusive em bancos de carros), nevoeiro, poeira e sol; e aquáticos, para mergulho. Existe até uma firma estadunidense especializada em óculos de sol para peludos, a Doggles.

Enfim, com uma armação de cor e formato adequado, seu peludo não só vai poder ver melhor, como também ser melhor visto. E se ele latir de forma a soar como “as cadelinhas do Leblon não olham mais pra mim” (ou “os cachorros etc.”), elas/eles é que estarão precisando de óculos…

Fonte: Yahoo! Brasil

Artigos, Saúde Animal

Animal é Vida, não é brinquedo!

25, novembro, 2010

Toda data comemorativa que incentiva as pessoas a trocarem presentes, um animal de estimação sempre surge como opção, principalmente, quando em casa existe uma criança que há meses vem incomodando os pais porque quer um “amiguinho”.

Pode parecer uma ideia cheia de boas intenções, ainda mais quando optam por adotar, mas o que vemos na prática não é bem isso não.  Na maioria das vezes,  a adoção é vista como forma de economizar, já que filhotes de raça são caros, e quem quer gastar com  “algo” que logo vai se livrar?

Animal não é brinquedo, é vida!

Animal não é brinquedo, é vida!

É incrível como existe uma tendência de ver bichos como objeto, como brinquedo, e acredito que por isso, o número de abandono só cresce, e para elucidar melhor veja os principais motivos alegados: “Ele cresceu demais!”; “Ele está roendo tudo”; “Meu filho não quer mais brincar com ele ou ele não quer mais brincar com meu filho”; “Vou mudar de casa e não tenho mais espaço”; “Estou grávida e não quero mais”.

Aproveite esta oportunidade e ensine valores preciosos que seu filho levará para a vida toda, só traga um amigo peludo para sua vida quando você realmente estiver disposto a conviver com ele, e não por ceder ao capricho de uma criança. Sabe-se da importância da convivência com animais, mas não faça que isso vire um problema para você e para o bichinho, que não está neste mundo para servir de entretenimento, brinquedo ou presente, ele é um ser vivo e merece ser respeitado como tal.

Animal não é brinquedo! Não dê animais de presente!

Na maioria das vezes, a criança  vê o animal como algo que se mexe e só, como aqueles cachorrinhos de pilha e, sendo assim, ela pode enjoar e não querer mais. E o que você vai fazer nessa hora?

Quer saber a resposta? Basta observar a quantidade de “presentes de natal” que ficam à espera de um lar em petshops e feirinhas de doação na cidade.

Então, antes de presentar seu filho com um animal, reflita: Você está disposto a tê-lo como companheiro por, no mínimo, 12 anos? Está pronto para arcar com sua alimentação, limpeza, educação, doenças, bagunças, destruição, choros, manhas?

Se a resposta for sim, então parabéns, você acaba de ganhar um amigo para vida toda!

E se a resposta for não, parabéns também, por ser racional e não brincar com a vida de um bichinho inocente.

E se o intuito era dar um bichinho para um amigo que você acha que deveria ter um animal de estimação, pare e pense: e se seu amigo não tem um companheiro animal porque não tem esse desejo? Jamais force essa amizade, ok?

Leia este texto lindo e que resume perfeitamente o nosso pensamento:

Bicho é Família!

Todo mundo sabe que os meus bichos são a minha paixão, né?
Tem esses aqui, de quatro patas que eu amo…
E esse outro ali, de penas…
É malcriado, às vezes, mas eu não vivo sem ele… né, Louro?

Pois é…
A gente sempre diz que parente a gente não escolhe, mas amigos, sim.
E bicho é a mesma coisa: se você tem um, é porque escolheu.
No momento em que você levou pra casa, o bicho é pra sempre.

Uma amiga me ligou um dia falando que ia dar o cachorro dela porque não aguentava mais a bagunça.
E que ela estava aprisionada por que tinha que levar o bichinho 3 vezes na rua e coisa e tal…

Mas é claro, gente! Se você não mora numa casa com quintal, tem que levar o seu cão pra fazer xixi e cocô.
Se você trabalha o dia todo, tem que deixar comida pro gato, pro passarinho, pra tartaruga, pro animal que for…

Aí eu perguntei pra essa amiga:
Você tem coragem de mandar o cão embora?
Quando a gente adota um bicho ele vira família!
Você faria isso com um filho, um pai?

Por isso, antes de levar um bicho pra casa, pense se você tem estrutura, tempo e, mais importante de tudo: amor suficiente pra dar.

Bicho dá trabalho e exige atenção…
O bicho que você tem em casa depende só de você.
E ele fica ali, te amando o tempo todo, mesmo quando você nem está aí pra ele…

Pensa nisso, então:
Muito mais do que ração, banho, remédio, os nossos bichos esperam amor da gente.
Não devolva um bicho apegado a você como se fosse um produto com defeito.
Se você está pensando em ter um bicho, ótimo!
Os bichos enchem a nossa casa de alegria e fazem um bem danado pro nosso coração.

Então eu vou repetir:
Bicho é família…
Uma vez dentro da nossa vida, é pra sempre mesmo!

(Ana Maria Braga)

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Veja publica matéria preconceituosa contra vegetarianismo

13, novembro, 2010

Porque Todos temos algo em comum: A VIDA!

Se já não bastasse toda a desinformação que ronda o assunto, e que graças a estudiosos, revistas e publicações os vegetarianos e veganos estão ganhando espaço e mostrando que não é apenas uma ideologia, mania ou moda – como afirmado por muitos -, mas uma das formas mais éticas e saudáveis de alimentação. A Revista Veja  nesta semana publicou um texto  pra lá de tendecioso, intitulado “Filhinhos vegetarianos, nem pensar!”, leia na íntegra aqui.

Confesso que não fiquei espantada com tanta coisa sem critério escrita junta, pois vindo dessa revista nada mais me surpreende, enfim deixo a conclusão para você, leia e me conte.

Ser ignorante é uma coisa, agora ser teimoso é outra.  Esses dias, preparando um texto para o blog, descobri que o Estado com maior índice de câncer de intestino do país é o Rio Grande do Sul ! E não é culpa do chimarrão não, tchê! Detalhe é que a recomendação para se previnir o câncer é reduzir o consumo de gordura animal e ingerir mais fibras, ou seja, pare de comer carne e coma mais frutas e verduras, simples assim. Ou você sabe qual a quantidade certinha que seu corpo pode consumir de gordura animal para não causar câncer? Vai arriscar? Sem dizer que o colesterol, o peso, a pressão e os risco de morte prematura vão ser reduzidos drasticamente.

Então fica a pergunta: O que será dos médicos e dos laboratórios se todo mundo for saudável? Por isso eu sempre falo, se eu fosse médica eu mandava comer carne, ovos, leite e derivados, afinal, quem vai pagar as minhas contas?

Polêmicas à parte, pesquisando sobre a repercussão da matéria, encontrei um resposta tão perfeita escrita por Renata Octaviani Martins, que compartilho a seguir: Leia mais…

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Eu optei pelos animais

5, novembro, 2010

Por Lilian Rockenbach

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Penso que existe no mundo dois grupos distintos de pessoas:

• As que fazem alguma coisa pra melhorar o planeta e;

• As que não fazem nada.

Eu faço parte do primeiro grupo: Eu ajudo os animais.

Isso, porém, não quer dizer que eu deixe de ajudar ao meu semelhante. Eu sou um ser humano e não é possível ajudar aos animais sem ajudar aos seres humanos, mesmo porque os animais são vítimas da ignorância do homem.

Leia mais…

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“A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico Ray Greek

18, outubro, 2010

A entrevista a seguir é de Ray Greek, um médico que não tem ligação alguma com a causa animal. Na verdade, a única preocupação dele é em relação às pessoas. Vale a pena conferir o porquê científico de não se testar em animais, afinal, o porquê ético é bem óbvio.

***

“A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico Ray Greek

Médico americano afirma que a pesquisa com animais atrasa o avanço do desenvolvimento de remédios

RayGReekFacebook-originalHá 20 anos, Ray Greek abandonou o consultório para convencer a comunidade científica de que a pesquisa com animais para fins médicos não faz sentido. Greek é autor de seis livros, nos quais, sem recorrer a argumentos éticos ou morais, tenta explicar cientificamente como a sua posição se sustenta. Em 2003 escreveu Specious Science: Why Experiments on Animals Harm Humans (Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, ainda não publicado no Brasil) e o mais recente em 2009: FAQs About the Use of Animals in Science: A Handbook for the Scientifically Perplexed (Perguntas e Respostas Sobre o Uso de Animais na Ciência: Um Manual Para os Cientificamente Perplexos). Ele garante que sua motivação não é salvar os animais, mas analisar dados científicos.

Além disso, Greek uniu esforços com outros médicos americanos e fundou a Americans for Medical Advancement, uma organização sem fins lucrativos que advoga métodos alternativos ao modelo animal. Em entrevista para VEJA, ele diz porque, na opinião dele, a pesquisa com animais para o desenvolvimento de remédios não é necessária.

Leia mais…

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