Um fato que ocorreu essa semana me fez, mais uma vez, ter a certeza de que as pessoas que não querem castrar seus animais porque vai contra a natureza, que querem um filhote do seu animal ou que o bicho não sai do pátio, são seres completamente alienados e insensíveis.

Sobrevivente da crueldade humana: mesmo tão pequeno e já carinhoso, mostra seu amor lambendo a perna da sua mãe provisória.
Três gatinhos miavam enloquecidamente dentro de uma sacola plástica na esquina de uma Avenida na cidade, as poucas pessoas que passavam naquele horário fingiam não ouvir o pedido de socorro daquelas pequenas criaturinhas. Pelo estado dos bebezinhos, foram horas de agonia até serem atendidos, e acredito que eles não aguentariam passar a noite naquela situação, com fome e frio, e iriam sucumbir da pior forma possível. A indignação foi maior ainda quando notamos que um deles tem parte do pezinho amputado e que nenhum sabia comer, beber ou fazer suas necessidades sozinhos, ou seja, foram largados ali para a morte certa.
Nem bem completaram 30 dias e já conheceram a face maldita e sanguinária do ser humano, que insiste em tratar as crias de sua gata ou cadela como um incômodo e se livram destes sem o menor peso na consciência. A população omissa que não denuncia e a Lei permissiva que não pune devidamente os criminosos colaboram para isso.
Infelizmente, a constância desse ato é o que tem tornado a nossa e a vida desses animais um inferno, uma lamúria.
Que preço esses bichos tem que pagar porque foram indesejados e caíram em lares irresponsáveis?
Castrar é “crueldade”, mas abandonar na rua, no relento é o que? Um ato de amor? Façam-me um favor, fiquem na rua por dois dias e depois me contem se lá é lugar para se viver, ok?
Como bem disse a DIBEA: ” Ante o direito natural de a fêmea reproduzir está o direito da ninhada inteira de não ser atirada no rio com três dias de vida dentro de um saco plástico, por exemplo, ou de não ser triturada dentro de um caminhão de lixo.”
Dois deles já ganharam lares amorosos e uma nova chance de voltar a confiar nas pessoas, o outro está num lar temporário aguardando a recuperação da sua patinha, e claro, um adotante especial que não se importe com seu pezinho “charmoso”.
O final feliz dessa história não é a regra, é a exceção. Milhares de peludos morrem todos os dias nas ruas, sem amor, carinho, atenção, assistência veterinária, enfim, sem um lar. Estatísticas do CCZ de São Paulo mostram quem 19 mil animais são sacrificados em média todos os anos porque não encontram um lar.
Quanto sofrimento poderia ser evitado, principalmente pelos ditos racionais, com um simples ato: CASTRAÇÃO!
Então fica a pergunta: Para que deixá-los nascer? para passar fome, frio, sede, ficar doentes e morrer a míngua, ser espancado, morto, esfaqueado, torturado, e no fim disso ainda ser morto como mais um animal sem serventia? é muito egoismo procriar seu animal enquanto milhares aguardam um lar. Para aqueles que acham que a maternidade é algo necessário estudos mostraram que as cadelas não ficam frustadas ou tristes por não terem filhotes, isso é típico sentimento do ser humano, até porque elas só sentem necessidade de “cruzar” na época do cio, ou seja, estimuladas por hormônios, da mesma forma que os machos só as procuram nesta época.
Em Florianópolis, a cirurgia é gratuita para residentes que recebam comprovadamente 3 salários ou menos, basta procurar a Diretoria do Bem-estar animal no endereço: Vila Ivan Matos, ao lado do Cemitério do Itacorubi e em frente da loja Cassol Materiais de Construção, na SC 401 – Bairro Itacorubi, horário: 9 às 18h, Fones: (48) 3237-6890/ 3234-5677. E para moradores dos municípios vizinhos, existem alguns veterinários que fazem essa cirurgia a preço social. Para mais informações, escreva para oba@obafloripa.org (apenas para quem não pode pagar o preço normal da castração!).
Castração não evita só filhotes, mas também várias doenças mortais, como câncer de próstata, testículo, mama e útero. E se você tem alguma dúvida, clique aqui e veja todos os benefícios desse ato de amor, consciência e sensibilidade.
Lembre-se: Você é responsável por todos os descendentes de seu animal.
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