Querido e Catatau devem estar aprontando um bocado juntos, assim como faziam na UFSC. Leiam a linda e merecida homenagem que a Rogéria escreveu ao peludão, que adorava passear rebolando pelo campus.
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Ao Querido, com carinho!!!
Conheço vários caras legais, mas tem aqueles que conseguem adentrar nossos corações nos cativando de tal forma que nos deixam profundamente apaixonados! Que fazem de tudo para chamar nossa atenção e quando vemos estamos caídos de quatro, igualzinho a eles – no mesmo nível e sintonia! São aqueles que, quando se vão, choramos e rimos ao mesmo tempo, curtindo aquela herança gostosa que é o resultado do convívio saudável e amigável que tivemos!
Nosso Querido (Quirido, Meinha, Ovelha, Feliz, Alegria, Bota, Rodolfo, Negão e lá vai …) é um exemplo desses carinhas! Seu nome já retrata nosso carinho …! Como gostava de andar de carro … certa vez, estacionei meu carro, feliz com a receptividade barulhenta daquele que foi braço direito do Catatau, quando notei que os festejos não eram para mim, propriamente dito, e sim para o meu carro! Enquanto não entrou um pouquinho não se acalmou …! Foram algumas as caronas que recebeu do Pantanal até o Campus, onde se reunia com a turma da pesada, esta turma maravilhosa que temos orgulho de conviver! E quando íamos pegar um para banho e que ele conseguia entrar primeiro no carro … iam dois para banho! E lá, lambia toda a máquina de secar das queridas colegas da Clinicão!
Sempre na companhia dos alunos, saltitava aquelas ancas avantajadas acompanhando as pedaladas do grande companheiro Gilberto. Querido Gilberto, que nos braços o carregou até o bairro Santa Mônica para que fosse enfrentando aquele um mês de internação para tratamento (no mês de dezembro, é lógico, ou existe outro mês melhor para se ficar doente? … era sempre no mês de dezembro …) Obrigada, Gilberto!!! Obrigada Clinicão!
Muitas aulas assistiu e de muitas palestras e reuniões participou! Tinha entrada free em muitos cantos do Campus. Junto com nosso saudoso Catatau participou de muitas assembléias e movimentos estudantis – sem direito a voto, mas sempre presente! No CFH, sempre pajeado pela colega Fátima da Antropologia, sem falar no Prof. Medeiros da Psicologia, com aquele olhar doce e benevolente sempre pronto a ajudar!

E na Matemática, onde era carinhosamente chamado de Meinha, passava as manhãs e as tardes (e noites) sob a companhia de nossos colegas Iara, Silvia, Anderson, Alisson, Ju, Aroldo, Andreia, entre outros! Todos o amavam … e o amam!!!
E o Peninha do Museu – que mesmo aposentado ajudava nas custas dos tratamentos. Da Celita da Agecom, que dava raçãozinha na boquinha (ele tinha dentinho, era só de mainha … rsss) … e eu, Querido, e eu, que não receberei mais tuas visitas vespertinas nem te verei chorar de alegria ao me ver na porta de vidro … com a Cláudia Reis no lado imitando minunciosamente teus movimentos … era muito engraçado …!!! Quantas lembranças … quantas saudades …!!!
E de quantos outros alunos e servidores que gostam de ti ou admiravam o teu “corpinho” de cão sem ou de muitos donos …!!! Das visitas inesperadas e espontâneas à Dra. Sônia da MedCão!!! Das pulseirinhas artesanais que carinhosamente eram colocadas nas tuas perninhas… !!! Dos momentos no bosque com os teus colegas …!!! Das subidas para o Pantanal … normalmente no mesmo horário …!!!
Que façamos histórias de nossos melhores momentos e que tiremos das piores situações experiências para nossas vidas … mas … será que o ser humano que tirou a vida deste cão é capaz de entender o quanto ele era “Querido”???

Rogeria D’El Rei da S. S. Martins
Agosto/2011
Homenagem, Luto
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