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Arquivo da Categoria ‘Crônicas, Contos, Poemas’

Asas de Deus

14, janeiro, 2012

Depois de um incêndio florestal no Parque Nacional de Yellowstone, guardas florestais começaram a sua caminhada até uma montanha para avaliar os danos do inferno e um ranger encontrou um pássaro literalmente petrificado em cinzas, empoleirado no chão, na base de uma árvore.

Um pouco enojado com a visão misteriosa, ele derrubou o pássaro com uma vara. Quando bateu nela delicadamente, três filhotes minúsculos correram sob as asas de sua mãe morta. A mãe amorosa,em plena consciência do desastre iminente, tinha levado seus filhos para a base da árvore e reuniu-os debaixo das asas, instintivamente, sabendo que a fumaça tóxica subiria.

Ela poderia ter voado para a segurança, mas se recusou a abandonar seus bebês. Em seguida, o incêndio chegou e o calor tinha queimado seu corpo pequeno, a mãe havia permanecido firme, porque tinha se disposto a morrer, assim que aqueles sob a cobertura de suas asas viveriam.

Autoria Desconhecida

“Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas você encontrará refúgio”. (Salmo 91:4)

Crônicas, Contos, Poemas

Poema “Eu sou teu cão”

10, dezembro, 2011

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“Eu sou aquele que te espera.

O teu carro tem um som especial e eu posso reconhecê-lo entre mil.

Os teus passos tem um timbre de magia, eles são música para meus ouvidos.

A tua voz é o sinal maior do meu momento feliz. E às vezes tu nem precisas falar…

Eu ouço a tua tristeza, eu sinto a tua alegria. Como isso me faz feliz!

Eu não sei o que é cheiro bom ou mal. Só sei que o teu cheiro é o melhor.

De algumas presenças eu gosto. De outras, não! Mas a tua presença é a que movimenta os meus sentidos.

Tu acordado me despertas. Dormindo és meu Deus em repouso. E eu velo teu sono. Teu olhar é um raio de luz quando percebo teu despertar.

As tuas mãos sobre mim tem a leveza da Paz. E quando tu sais, tudo é vazio outra vez…

Eu volto a esperar sempre e sempre.

Pelo som do teu carro.

Pelo teus passos, pela tua voz.

Pelo teu estado às vezes inconstante de humor.

Pelo teu cheiro.

Pelo teu sono sob minha vigília.

Pelo teu olhar, pelas tuas mãos.

Eu sou feliz assim… EU SOU TEU CÃO.”

autoria desconhecida

Crônicas, Contos, Poemas, Reflita!

Admirável mundo cão

17, outubro, 2011

Por Mário Pereira

Na tarde de sábado, dia 24 de setembro do ano da graça de 2011, em Florianópolis, vivi momentos mágicos. O dia amanhecera nublado, e cheguei a temer pelo compromisso que assumira comigo mesmo e com Kate, que era toda expectativa e de mim não afastava seus olhos castanhos irisados de verde. Lá pelas tantas, uma ponta de sol rompeu as nuvens e espantou nossos temores. Algumas horas depois, lá estávamos nós dois, eu e a minha linda cachorra mestiça de pastor alemão, na ainda não inaugurada Beira-Mar Continental, no Estreito, esperando a hora da largada para a 1ª Cãominhada, um evento organizado pela Diretoria de Bem Estar Animal do município. O objetivo: conscientizar o povo em relação à proteção, à adoção responsável de cães resgatados das ruas e ao respeito e cuidados que os animais merecem e a que têm direito.

Chegamos antes do horário, e por ali ficamos zanzando, curtindo o belo cenário emoldurado, ao fundo, pelo perfil da velha e venerada dama que encanta a nós todos, a Ponte Hercílio Luz. E cada vez chegava mais gente com seus cachorros. E era de ver a alegria das pessoas e dos bichos e a cordialidade com que todos se tratavam.

Havia-os de todos os tamanhos, pelagens, raças e não-raças. De um enorme, e solene, dogue alemão, passando por “esquadrilhas” de irrequietos e barulhentos poodles, pinschers, dachshunds, e enfezados chihuahuas, terriers de todos os tipos, inclusive o brasileiríssimo paulistinha, a esfuziantes beagles, pacatos bullgogs, amáveis são bernardo, cockers, boxers, dálmatas, enfim, um festival de raças e graças. E, é claro, a mais resistente e simpática de todas elas: os maravilhosos, surpreendentes vira-latas.

Voluntários de ONGs dedicadas à proteção animal circulavam com cães resgatados das ruas ou libertados de donos que os maltratavam e que lá estavam em busca de adoção. Comoventes a alegria dos bichinhos e o carinho com que os voluntários os tratavam.

Abro um espaço para homenagear duas pessoas que se dedicam de corpo e alma à defesa e proteção dos animais sofredores: Maria da Graça Dutra, diretora municipal de Bem Estar Animal, e Lilian Keli, da ONG Aumigos. Heroínas do bem, iluminadas por Deus e São Francisco de Assis, o doce padroeiro dos animais.

Então, carro de som à frente, a largada da Cãominhada. Mais de 1,5 mil cães e algo em torno de 2 mil pessoas participaram da marcha. Os cães deram uma emocionante lição de vida. Houve quem temesse brigas entre eles. Qual o quê! Eles marcharam em absoluta paz, caudas abanando, olhos brilhando de alegria, respeitando-se uns aos outros, brincando. Em nenhum deles, sequer nos maiores e com fama de bravos, foi necessário colocar focinheira.

Quanta diferença do comportamento usual dos bípedes humanos quando se reúnem em multidão. Na primeira noite do Rock in Rio, por exemplo, houve mais de 70 ocorrências de brigas, pauladas, garrafadas, facadas. Na última, a “pauleira” e o quebra-quebra exigiram um exército de policiais para repor a ordem. Nos estádios de futebol, torcidas se espancam, não raro até a morte de alguém, nas “baladas” e bailões da vida, o pau come a toda hora. Ignorância, truculência, machismo mal digerido. Homo sapiens? O doutor Freud teria uma boa explicação para isso…

No final da Cãominhada, um gosto de “quero mais”. Antes de nos dispersarmos, muita gente trocou cartões, telefones e endereços. Novas e boas amizades ali nasceram. Cães unem pessoas. Mais tarde, já em casa, Kate juntou-se aos meus outros cães residentes _ o idoso Dudu, o agitado Rafinha e a jovem Toninha. Kate ainda suspira pelo labrador Piter, um bravo cão farejador do Corpo de Bombeiros, que marchou ao nosso lado…

Ano que vem, levarei a turma toda para a 2ª Cãominhada. Ainda tenho muito a aprender com a cachorrada. Como Mark Twain (1835-1910), “minha meta na vida é ser uma pessoa tão boa como meu cão acredita que eu seja”.

Mário Pereira – Diário Catarinense 15/10/2011

Crônicas, Contos, Poemas

Gaiola

13, setembro, 2011

mamae e seus filhotes

Não morra de saudade,

pequenino passarinho,

preso aqui na cidade,

tão longe do teu ninho.

Leia mais…

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SE TIVESSE VOZ, O QUE DIRIA

10, junho, 2011

Sei que sou imponente,

Sei que pareço bravo,

Mas de bravo não tenho nada

Sou afável e meigo


Adoro amar quem me respeita e me ama


Quero nascer no campo,

Quero viver e morrer no campo


Não quero que me cravem no corpo ferros em brasa

Não quero ser arrancado de junto dos meus familiares e amigos,

Para ser torturadamente transportado,

Rumo à continuação da minha tortura,

Física e psicológica durante três dias


Não quero ir para uma praça

Para que milhares de pessoas nas bancadas se divirtam com a minha tortura


Não nasci para ser torturado

Nasci para ser admirado, respeitado e amado,

Livre e em paz,

Desde o meu nascimento à minha morte,

No campo


Sinto,

No meu coração,

Que milhões de pessoas,

Nos quatro campos do mundo

Lutam por mim,

Lutam pelo meu bem-estar e pela minha felicidade

E todos esses milhões de amigos que tenho,

Adoram-me,

Respeitam-me,

E sentem por mim,

Um profundo amor,

E a eles posso dizer que agradeço profundamente,

Tudo o que estão a fazer por mim

E a eles posso dizer que os amo


Aos outros,

Que dizem respeitar-me e amar-me,

Mas que me torturam,

Apenas direi para que na praça,

Olhem bem para os meus olhos,

Pois eles falam dizem bem o que infelizmente,

Não posso dizer de viva voz!


Autor: Mário Amorim

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Liberdade Roubada

30, maio, 2011

passaro livre

Como podes cantar?

Se sabes que passará o resto da tua vida numa gaiola.

Se tu sabes que a tua liberdade fora completamente roubada,

se a cada canto pedindo socorro não é entendido.

Como podes viver?

Se a cada batida do coração significa uma batida à menos voando na natureza.

Como podes voar?

Se é que esses pulos podem ser chamados de vôo.

Nesta pequena jaula, uma vida engaiolada

inocentemente querendo viver

sem poder ir muito longe

sem poder cantar para outro de sua espécie

sem poder fazer as coisas pelas quais está na Terra.


(Postado por Natália Munhoz- http://ahoradodesabafo.blogspot.com/ )


ESTÁ NAS SUAS MÃOS. NÃO COMPRE PÁSSAROS NEM GAIOLAS!

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A Raça Superior

26, abril, 2011

A ESPÉCIE HUMANA ACREDITA ser a única inteligente. Puro engano. Há

tempos imemoriais nós, os humanos, fomos derrotados por uma raça

superior muito mais esperta. Mais que derrotados, fomos

domesticados. Pelos cachorros. De fato, sob qualquer índice de

avaliação, a raça canina se mostra superior. Quem convive com um cão

gosta de dizer que é”dono”. Como acreditar, se tudo prova que o

cachorro é dono do homem? Na questão da alimentação, por exemplo.

Qualquer pessoa gasta dinheiro e tempo para comprar ração. Analisa os

vários tipos e até experimenta uns pedacinhos para avaliar o sabor.

Corre atrás de ossos para proporcionar tardes de degustação ao

cachorro. Compra imitações de borracha. Indústrias pesquisam novas

rações nutritivas. Gastam uma fábula em propaganda. Ou seja: sem

levantar uma pata, o cachorro faz com que os seres humanos trabalhem

torrando neurônios, tempo e dinheiro simplesmente para alimentá-los!

Certa vez tive uma cachorrinha que só podia comer arroz com cenoura e

carne moída. Estava sem empregada. Durante um mês levantava uma hora

antes, preparava a comida e saía para trabalhar. Ao voltar, servia

uma nova refeição e lavava o prato. Em troca, ela me lambia os

dedos. Eu me sentia no cúmulo da felicidade só de receber essas

lambidinhas! Seja dita a verdade: quem era dono de quem?

E na questão amorosa? Quando gosta, de alguém, o cão abana o rabo.

Pode ser um desconhecido. Gostou, abanou. Quando está a fim, deita-se

de patas para cima e lança um olhar bem pidoncho. Até o coração mais

duro não resiste a dar carinho, cocar as orelhas, fazer uns afagos.

Eu, não. Nunca me deitei de barriga para ficar me oferecendo.

Vontade não faltou, mas e a coragem?

Nós, seres humanos, usamos artifícios. Gastamos dinheiro em perfumes,

em cabeleireiros, em dermatologistas. Vamos a happy hours, jantares,

festas, barzinhos da moda, entramos em chats da internet, só para

achar quem nos coce as orelhas. Se alguém faz festa para todo mundo

que conhece, rebolando como um cãozinho, vem o veredicto: – Ih! Está

com carência afetiva. Toca a procurar terapeuta. Horas e horas

dedicadas a analisar a pura vontade de buscar amor! Revistas dedicam

quilômetros de papel a práticas de sedução. Como olhar de lado, como

sorrir, como se oferecer sem dar na vista. Mais: como ter coragem de

expressar os sentimentos.

Cachorro, não. Abana o rabo e pronto. Muitas vezes, com ciúme, já

tive vontade de morder alguém. Ao contrário, sorri simpaticamente

enquanto o sangue fervia. Cães não possuem esse tipo de

constrangimento. Atiram-se em cima do rival. Mordem a mão de quem

acaricia. Até conseguirem seu quinhão de afeto. Mas também não

guardam raiva. Depois de rosnarem um para o outro, dois cães saem

pulando e brincando juntos. Que espécie sabe lidar melhor com as

próprias emoções?

A questão da pele também é importante. Criamos indústrias do

vestuário porque não estamos satisfeitos com a própria pele, e

inventamos estratagemas para cobri-la. Boa parte da humanidade se

dedica a fabricar tecidos, a inventar e a vender roupas. Qualquer

pessoa ambiciona se vestir bem. Fortunas são despendidas em novos

guarda-roupas. A moda vira, e toca a gastar tudo outra vez.

Cachorro, não. Nasce vestido. Imagine-se quanto delírio, quanta mão-

de-obra seria evitada se o ser humano tivesse a mesma tranquilidade a

respeito da própria aparência.

Chegamos ao X da questão. Criamos filosofias, escrevemos livros. Há

quem faça ioga, meditação. Tudo para aprender a aceitar o fardo da

existência. O cão já nasce aceitando. A vida é e não é, deve pensar

o cão, com a sabedoria de um mestre zen.

É o que constato todo dia ao chegar em casa exausto do trabalho, de

mau humor com o chefe, com a fatura do cartão de crédito prestes a me

degolar, o cheque especial batendo as folhas em torno de minhas

orelhas como uma ave de rapina. Sento na varanda e meu cachorro se

aproxima. Sem nenhuma preocupação na vida. Deita-se aos meus pés e

prepara-se para receber sua dose cotidiana de carinho.

Eu me submeto. Raça superior é isso aí.

Walcyr Carrasco  (do livro: Pequenos Delitos e Outras Crônicas)

dogmagiagifs24

Crônicas, Contos, Poemas

No fundo, queremos amor!

24, abril, 2011
E não venha me dizer que o valor da vida resume-se a ter
O ter esfarela-se com a voracidade do tempo, perde-se no sentido
Dá eco surdo lá dentro
Não venha me dizer que o indivíduo basta
sozinho, amedontra-se de se entregar
Buscamos insistentemente o amor, só que o procuramos em lugares duros
O amor é tão simples
É fácil encontrá-lo em pequenos e especiais seres
que transformam nossos dias
nos dão alegria, por puro amar
Eles não cobram nada em troca
apenas sentem, apenas amam
Apenas querem estar por perto, amando…
SPM_0754R2FTexto: Luciana de Moraes / Foto: Sergio Parisi

Em Florianópolis, muitos cães e gatos vivem nas ruas, em abrigos ou canis. Aguardam o grande amor de suas vidas, incondicional, do jeito que só eles sabem sentir.

Na Páscoa, renasça no amor. Adote!

Em Florianópolis, muitas cães e gatos vivem nas ruas, em abrigos ou canis. Aguardam o grande amor de suas vidas, incondicional, do jeito que só eles sabem sentir.
Na Páscoa, renasça no amor. Adote!


Crônicas, Contos, Poemas, Homenagem

Lugar de Bicho

18, novembro, 2010

animais da Terra

Os bichos não são “de circo” nem circo é “da bicharada”.

Lugar de bicho é no mundo “mundo, mundo, vasto mundo”!

Livre e solto, solto e livre,

livre como um sentimento voando livre e mais nada.

Lugar de peixe é no rio

de pinguim é no frio

de saracura é no brejo

de tatu é no buraco

de passarinho é no vento,

lugar de onça é no mato.

Bicho não nasceu pra gente prender, matar, consumir!

Nem pra curral ou gaiola, pra viver triste e sombrio.

Do jeito como é com a gente, bicho é uma outra gente

que nasceu pra ser feliz:

pra nadar, correr, namorar e viver a vida dele como ele sempre quis.

Fazer ninho, toca, abrigo, botar ovo e criar filho

e ter no mundo a sua casa e ver em nós seu amigo.

Por mais que a cabeça invente uma razão pra “ter bicho”

e mandar na vida dele,

o bicho é uma outra gente e gente a gente não compra,

não troca, não dá e não vende nem faz dele o que quiser.

Não maltrata, bate e prende,

pois como eu e você, pois como homem e mulher

bicho nasceu para ser livre como qualquer outra gente.

Como qualquer outra gente qualquer.

De bicho não quero ser dono

eu quero ser só um irmão.

Não quero bicho na jaula, no açougue ou na geladeira ou nas grades do alçapão.

Eu quero é bicho voando livre livre livre livre

no céu desse mundo inteiro.

No céu do meu coração!

Autor: Carlos Rodrigues Brandão

Crônicas, Contos, Poemas, Reflita!

Para proteger as nossas fofuras no Halloween

28, outubro, 2010

gatinho halloweenBênçãos das Bruxas para Gatos

“Bastet de beleza e de graça,

Protetora da raça felina,

Proteja meu gato de estimação de todos os males e danos,

E mantê-lo sempre seguro e acolhido.

Assista ao (nome do gato) todo dia,

E oriente-o se de casa ele/ela se perder.

E conceda-lhe muita felicidade,

E uma boa vida livre de conflito e estresse”.


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